Talita Bolduan
Talita Bolduan nasceu em janeiro de 1993, na cidade de Joinville em Santa Catarina, ela sempre teve deficiência visual. Enquanto era criança, tinha o que se convencionou chamar baixa visão, de modo que enxergava pouco menos de 20% de um dos olhos e apenas o suficiente para detectar luz ou movimento do outro. Como outras crianças, ela nasceu prematura e desenvolveu retinopatia do recém-nascido, patologia que apenas veio reforçar as dificuldades visuais que já teria por conta da toxoplasmose adquirida na gestação materna. Estudou em diversas escolas com alunos com e sem deficiência, mas sempre teve o acompanhamento da AJIDEVI (Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais), onde tinha acesso as metodologias e ferramentas específicas que necessitava para o seu desenvolvimento escolar. Foi apenas aos 14 anos que perdeu completamente a visão, passando, a partir da aí, a utilizar o método Braille para leitura e escrita e, mais tarde, o computador com leitores de tela. Ao concluir sua formação no ensino regular, matriculou-se no curso de letras com ênfase em língua portuguesa e literatura, formando-se quatro anos depois, conforme o previsto. Especializou-se em Educação especial com foco na deficiência visual e começou a trabalhar como professora de português na rede municipal de ensino de Joinville. Já trabalhou no Museu Nacional de Imigração e Colonização (MNIC) e na câmara de vereadores da cidade de Joinville, além de ter sido professora na AJIDEVI, instituição onde deu aulas de leitura e escrita Braille para crianças e cuidou da biblioteca da organização (uma de suas atividades favoritas). Atualmente trabalha no Instituto Federal de Santa Catarina. Em 2011, mesma época em que começou a estudar letras, publicou seu primeiro romance “Além do que os olhos mostram” pela editora Dialogar (apenas em formato físico), mas pretende republicá-lo em versão digital em breve. Aqueles que, de alguma forma, sentiam falta dos personagens daquela história puderam reencontrá-los no capítulo “A última reportagem de Marcela”.