Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas7
    • Leitores539
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Xá dos Xás (Jornalismo Literário) - A Queda do último Xá do Irã, que Pretendia Transformar seu País Numa Superpotência

    Ryszard Kapuscinski

    Companhia das Letras
    2012
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788535920185
    Português Brasileiro
    4.2
    108 avaliações
    Leram167Lendo10Querem361Relendo0Abandonos1Resenhas7
    Favoritos11Desejados361Avaliaram108

    Nos anos 1950, com o repentino aumento do preço do petróleo, o Irã embarcou em um extraordinário processo de modernização. Foram importados armamentos, carros, aviões, tudo o que para o xá era sinônimo de desenvolvimento. Em 1979, no entanto, seu projeto de “Grande Civilização” ruiu: sob o impacto de manifestações populares e a pressão dos religiosos xiitas, o reinado despótico de Mohammed Reza Pahlevi chegou ao fim. Para narrar o processo de ascensão e queda do último xá do Irã, Kapuscinski lança mão de uma técnica mista, em que entram narrativa histórica, crônica jornalística e escrita de ficção. Sem entrevistar representantes do novo governo ou adentrar o palácio onde viveu o xá, o autor busca no homem comum o significado profundo da cultura, da religiosidade e da revolução iraniana. Nesta brilhante cobertura, o jornalista-escritor põe em prática sua convicção de que “todos os livros sobre as revoluções [...] deveriam começar com um capítulo com tons psicológicos, em que se descrevesse o momento em que um homem sofrido e apavorado repentinamente derrota o terror; o instante em que ele deixa de sentir medo”.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (7)Ver mais
    Renato Barros de Carvalho picture
    Renato Barros de Carvalho02/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nas entranhas do jornalismo

    Em uma linguagem não convencional, o autor traz frames do povo do Irã e seus costumes e hábitos sobre política. Contextualiza a a mudança de regime e revela estratégias políticas que fracassaram. A narrativa vai além de fatos jornalísticos, mostrando a sociedade por trás da pauta imediatista. Fiquei com vontade de conhecer outras obras do autor.

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 108
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Ryszard Kapuscinski profile picture

    Ryszard Kapuscinski

    Ryszard Kapscinski nasceu em Pinsk, uma cidade das Kresy Wschodnie, que à época era polaca e atualmente faz parte da Bielorrússia. Começou a sua carreira jornalística aos 17 anos na revista “Hoje e Amanhã”. Em 1964 foi apontado pela Polska Agencja Prasowa (PAP, onde trabalhou de 1958 a 1981) como seu único correspondente, e nos dez anos seguintes foi "responsável" por 50 países. Durante esse período viajou pelo mundo e fez a reportagem de guerras, golpes e revoluções na África, Ásia, Europa e Américas, incluindo a "Soccer War" (conflito de 6 dias entre as Honduras e El Salvador, em 1969). Fez amizade com Che Guevara na Bolívia, Salvador Allende no Chile e Patrice Lumumba no Congo. Ao longo da sua vida presenciou 27 revoluções e golpes, esteve em 12 frentes de guerra, e foi condenado ao fuzilamento por quatro vezes. No mundo anglófono, ele é mais conhecido pelas suas reportagens de África nas décadas de 1960 e 1970, quando testemunhou em primeira-mão o fim dos Impérios coloniais Europeus nesse continente. A partir do início da década de 1960, Kapuściński publicou livros de elevado valor literário, habilmente caracterizados por sofisticada narrativa técnica, retratos psicológicos das personagens, abundância de metáforas e outras figuras de estilo e imagens raras que servem como meios para interpretar a percepção do mundo. O livro mais conhecido de Kapuściński, " O Imperador", trata ele próprio do declínio do anacrónico regime etíope de Haile Selassie. "Xá dos Xás", sobre a queda de Mohammad Reza Pahlavi, o último Xá da Pérsia e "Imperium", sobre os últimos dias da União Soviética, gozaram de sucesso semelhante. Cansado da censura polaca, a partir da década de 1980, começou a colaborar com jornais e revistas internacionais, como The New York Times ou o Frankfurter Allgemeine Zeitung. Kapuściński tinha um fascínio tanto pelo exotismo das terras e das pessoas, como pelos livros: ele aproximava-se dos países estrangeiros, inicialmente, pela literatura, passando meses a ler antes de cada viagem. Ele sabia como ouvir as pessoas que ia conhecendo, mas também era capaz de captar o sentido dos cenários que encontrava: a forma como os Europeus saíam de Angola, a reconstrução dos frescos na nova Rússia, uma discussão relacionada com a pensão de alimentos no parlamento de Tanganica, tornando estes quadros em metáforas da transformação histórica. Esta tendência para tornar as aventuras pessoais numa fantástica síntese social fez de Kapuściński um eminente pensador e os volumes dessa persistente colectânea são um fascinante registo das observações de um repórter na reflexão filosófica do mundo e dos povos. Em 1999 foi eleito no seu país como o melhor jornalista do século XX. Em 2003 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias. Em 2004 foi galardoado na Áustria com o Prémio «Bruno Kreisky para livros políticos». Em 2005 foi doutorado “honoris causa” pela universidade catalã Ramón Llull. Embora tenha sido frequentemente mencionado para receber o Prémio Nobel da literatura nunca foi galardoado pela Academia Sueca. Em 2006, numa entrevista à Reuters, disse que escreveu para “pessoas de qualquer lugar ainda suficientemente jovens para estarem curiosas sobre o mundo” Passou os últimos anos da sua vida a viajar, participando em conferências e refletindo sobre o processo de globalização e as suas consequências para a civilização. Faleceu em Varsóvia, aos 74 anos, em consequência de doença grave. Desde a sua morte foram-lhe dedicados vários epitáfios, como: “O mestre do jornalismo moderno”, “Tradutor do mundo”, “O maior repórter do mundo” e “Heródoto dos nossos tempos”.

    19 Livros
    7 Seguidores

    Ryszard Kapuscinski