INQUIETUDES DO SER - meu livro de sonetos

    CLAUDECIANO ALVES FERREIRA

    Clube de Autores
    2012
    118 páginas
    3h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Na presente obra apresento minha coletânea de sonetos sobre os mais variados temas. Estes sonetos seguem a tendência da poesia moderna, e fugindo do classicismo, mantém apenas a forma fixa das estrofes, composta de dois tercetos e dois quartetos. INQUIETUDES DO SER é composto de 107 sonetos, nos quais discorro sobre as desilusões de mim mesmo, da vida e do mundo. Sobre o otimismo, as impressões que tenho das coisas de um modo geral. Discorro sobre a arte poética, sobre o saudosismo das coisas de outrora, e principalmente sobre as possibilidades do amor. Particularmente, em se tratando de sonetos, gosto do estilo de Florbela Espanca, e, de certa forma, assemelho-me a ela quanto a recorrência aos temas subjetivos. Florbela era imensamente terna, descrevia de forma poética o seu anseio de felicidade plena e quase sempre utópica. Sua poesia dizia muito sobre ela, quando de forma subjetiva, revelava suas próprias frustrações e anseios. Os meus também falam de mim quanto ao que anseio, o ao que penso e ao que sou. INQUIETUDES é na verdade um mergulho em mim mesmo. E o que eu buscava nesse mergulho nas profundezas de mim? Certamente procurava pelo eu perdido, tantas vezes mencionado em outros sonetos. Pelas coisas que se perderam de mim. Pelas lembranças das coisas que não vivi, pelas coisas e sensações quase sempre indefinidos. Talvez- nem eu mesmo posso garantir- nesse mergulho eu busco coisas que joguei fora um dia e que agora, embora não saiba bem o que seja, fazem-me falta de alguma forma. Era este um mergulho profundo e demorado. Hoje, discorrendo sobre o mesmo, eu o classificaria como infinito, já que nunca chego ao fundo de mim, e, tampouco, retorno a mim mesmo. E tantas coisas me impulsionam nesse mergulho interior. Os dias nublados, as suaves neblinas matinais, as tardes chuvosas de domingo. Uma música, uma voz melodiosa, alguma coisa que cheire à infância ou uma imagem do passado. Qualquer coisa dessas, "sem importância", de outros tempos me impelem para esse mergulho. Nesse mergulho infinito ao meu interior vou me encontrando com meus outros EUS perdidos, como se fossem apenas pedaços de um todo que sou eu. E assim, vou me descobrindo,vou me refazendo e, ao mesmo tempo, me fazendo um outro eu tão diferente de mim. Quando, pela primeira vez, li Juca Mulato, poema de Menotti Del Picchia, fiquei extremamente comovido com a dor do Juca. Foi o primeiro poema que li na integra, e desde aquela leitura, me apaixonei pela poesia. Comecei a escrever poesias diversas, até me descobrir um sonetista. O autor.

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