O jornalista Maurício Oliveira deparou-se pela primeira vez com o curioso nome Patápio em 1998, quando folheava jornais antigos na Biblioteca Pública de Santa Catarina. Procurava por outros temas, mas não pôde ignorar as manchetes sobre a morte de um famoso flautista na pequena Florianópolis de 1907. Ao voltar no tempo como só os jornais permitem fazer, Maurício constatou o quanto a capital catarinense aguardava com ansiedade a apresentação de Patápio. Escreveu então a sua primeira reportagem sobre a trajetória do flautista e guardou a ideia de investigá-la a fundo em algum momento do futuro. A oportunidade chegaria em 2006, com o ingresso no mestrado em História Cultural da Universidade Federal de Santa Catarina. O livro é resultado de dois anos de pesquisas, realizadas em quatro diferentes estados brasileiros, que resgatam uma das mais importantes figuras da música brasileira no início do século XX e reconstitui passagens marcantes de sua biografia – os anos de estudo no Instituto Nacional de Música, o inusitado caso da “flauta encantada” e a história de amor que pode tê-lo levado à morte.