Poucas nações indígenas marcaram tanto o imaginário europeu quanto os tupinambás. Descritos por viajantes em best-sellers (para os padrões da época) europeus dos séculos XVI e XVII como índios de verve guerreira, com apreço pela antropofagia e pela luta feroz contra os invasores portugueses, os tupinambás sucumbiram ao genocídio da colonização (embora algumas tribos se autodenominem seus descendentes). Em 1951, num mundo ainda traumatizado pelo maior conflito armado da história, o jovem professor e sociólogo da Universidade de São Paulo, Florestan Fernandes, faz de sua tese de doutorado um ambicioso estudo sobre a guerra na extinta sociedade tupinambá. E, já que não poderia observá-los in loco, o faz por meio da leitura minuciosa de relatos e narrativas produzidos pelos viajantes europeus. O resultado é uma obra-prima: não há, cinqüenta anos depois, nenhum estudo equivalente sobre os tupinambás e, portanto, nenhuma obra mais oportuna para prosseguir com o relançamento pela Editora Globo das obras reunidas de Florestan Fernandes, um dos mais importantes intelectuais brasileiros.
A função social da guerra na sociedade tupinambá -
Florestan Fernandes
Editora Globo
2006
596 páginas
19h 52m
ISBN-10: 8525042218
Português Brasileiro
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Florestan Fernandes
Florestan Fernandes foi um sociólogo e político brasileiro. Patrono da sociologia brasileira sob a lei nº 11.325, também foi deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte. Recebeu o Prêmio Jabuti em 1964, pelo livro Corpo e Alma do Brasil e foi agraciado postumamente em 1996 com o Prêmio Anísio Teixeira.
38 Livros
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São Paulo, Brasil







