A função social da guerra na sociedade tupinambá -

    Florestan Fernandes

    Editora Globo
    2006
    596 páginas
    19h 52m
    ISBN-10: 8525042218
    Português Brasileiro

    Poucas nações indígenas marcaram tanto o imaginário europeu quanto os tupinambás. Descritos por viajantes em best-sellers (para os padrões da época) europeus dos séculos XVI e XVII como índios de verve guerreira, com apreço pela antropofagia e pela luta feroz contra os invasores portugueses, os tupinambás sucumbiram ao genocídio da colonização (embora algumas tribos se autodenominem seus descendentes). Em 1951, num mundo ainda traumatizado pelo maior conflito armado da história, o jovem professor e sociólogo da Universidade de São Paulo, Florestan Fernandes, faz de sua tese de doutorado um ambicioso estudo sobre a guerra na extinta sociedade tupinambá. E, já que não poderia observá-los in loco, o faz por meio da leitura minuciosa de relatos e narrativas produzidos pelos viajantes europeus. O resultado é uma obra-prima: não há, cinqüenta anos depois, nenhum estudo equivalente sobre os tupinambás e, portanto, nenhuma obra mais oportuna para prosseguir com o relançamento pela Editora Globo das obras reunidas de Florestan Fernandes, um dos mais importantes intelectuais brasileiros.

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    Romeu Felix06/03/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fiz o fichamento sobre esta obra, a quem interessar:

    "A função social da guerra na sociedade tupinambá" é uma obra que se dedica a analisar a importância da guerra na vida e na organização social dos tupinambás, povo indígena que habitava a costa brasileira antes da chegada dos colonizadores europeus. O autor, Florestan Fernandes, um dos mais renomados sociólogos brasileiros, realiza uma minuciosa pesquisa etnográfica, combinando fontes históricas e relatos de viajantes com dados obtidos a partir do estudo da cultura material e imaterial dos tupinambás. O livro é dividido em três partes. A primeira parte apresenta um estudo detalhado da organização social e política dos tupinambás, destacando a importância da guerra como uma atividade central na vida da sociedade. Fernandes argumenta que a guerra não era apenas uma atividade militar, mas também uma forma de regulamentar a vida social, estabelecer alianças e demonstrar a coragem e a habilidade dos guerreiros. A segunda parte do livro é dedicada à análise das estratégias de guerra dos tupinambás, incluindo as táticas de ataque e defesa, a importância da surpresa e da estratégia, e as características das armas e equipamentos utilizados pelos guerreiros. Fernandes também discute as práticas religiosas associadas à guerra, como a crença em espíritos guerreiros e a realização de rituais antes e depois das batalhas. A terceira parte do livro aborda o impacto da chegada dos colonizadores europeus na sociedade tupinambá, especialmente em relação à guerra. Fernandes argumenta que a chegada dos europeus alterou radicalmente as dinâmicas sociais e políticas dos tupinambás, enfraquecendo sua capacidade de se defender e conduzir guerras bem-sucedidas. Conclusão: "A função social da guerra na sociedade tupinambá" é uma obra fundamental para quem deseja entender a vida e a organização social dos povos indígenas brasileiros antes da chegada dos colonizadores europeus. O livro oferece uma análise detalhada da importância da guerra na sociedade tupinambá, destacando seu papel como regulador social e político, além de descrever as estratégias e práticas militares dos guerreiros tupinambás. A obra é uma contribuição valiosa para a etnografia brasileira e para os estudos sobre a história da guerra. Por: Romeu Felix Menin Junior.

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