No ano de 1905, Abdulhamid II, conhecido como Sultão Vermelho, era sultão e administrava com dificuldade o período de declínio no poder e na extensão do Império Otomano.
Charles, um jovem anarquista belga está vivendo a 4 anos e meio fora de seu país junto a sua esposa Anna e é contratado por cidadãos turcos para assassinar o sultão vermelho, mas apesar de muito planejamento e infindáveis reuniões, não há garantias de que eles conseguirão.
Bom, o início da história foi um pouco confuso pra mim, pois é revelado que Charles é um anarquista e quem o contratou já conhecia seus feitos. Mas quais exatamente são esses feitos? Ele era algum tipo de líder revolucionário na Bélgica e tem vasto conhecimento em atentatos, desde a preparação a consumação?
Por diversas vezes me confundia com os nomes de personagens, que são típicos do país em questão e muitos deles eram completamente dispensáveis, pois você achava que eles teriam algum papel importante na história, mas continuavam sendo o "mais do mesmo", como foi o caso de Latifet, uma personagem que aparentemente seria fundamental na história, mas que na verdade era apenas um "passatempo".
Conheço vagamento a história do Império Otomano, mas até então não conhecia sobre Abdulhamid II e, o bom de desconhecê-lo bem como sua história é que eu não tive problema em distinguir o que era real e o que era ficção e isso não afetou no meu "julgamento" final da história.
Faltou uma maior descrição dos personagens, no que acreditavam, quem eram na realidade. Como disse anteriormente, não ficou claro pra mim quem era Charles e, o mesmo ocorreu com sua esposa, Anna. No começo ela desaprovava as atitudes do marido, e o fato dele ter se envolvido em conspirações novamente, (aí entra a questão de quais foram as outras conspirações?) mas quando entrou dinheiro na "jogada" ela passou aceitar, ou pelo menos foi essa minha conclusão.
O enredo em si, narrado em primeira pessoa, passa de forma extremamente rápida. Quando o leitor se toca já está no fim no livro, que diga-se de passagem possui um final surpreendente e inesperado.
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