Este livro não é exatamente uma autobiografia. Seu formato lembra um caderno de apontamentos ou mesmo um daqueles calendários antigos onde era possível marcar e fazer comentários sobre os compromissos.
Os Diários abarcam o período pós-atentado na vida do artista que se tornou referência para a Popart e cunhou o termo "15 minutos de fama". Não é um grande tratado sobre arte, todavia. Warhol era um artista obcecado por ícones, fossem eles banais ou sacros, e seus registros refletem isso - são páginas e mais páginas falando sobre atividades simples como ir ao restaurante ou o humor de uma piada.
A parte polêmica dessa obra refere-se ao fato de que Warhol não se censurava e há comentários ácidos, mesmo racistas, sobre as pessoas que faziam parte da sua vida. Ninguém é poupado: clientes, amigos íntimos, amantes, família. Essa exposição de sua humanidade entra em confronto direto com a imagem que ele criou de um artista despojado de sentimentos e emoções mundanas.
Serve para estudiosos de sua obra e curiosos da vida de um personagem famoso e infame do fim do século XX.