Certo de que a estratégia da Revolução na América Latina não pode ser encarada isoladamente, de país para país, mas sim de forma continental e envolvente, Miguel Urbano Rodrigues, em Opções da Revolução na América Latina analisa fatos da mais precisa atualidade nessa parcela do mundo como, entre outros, o da emergência das guerrilhas no exemplo de Guevara e Debray. Mas o foco de sua preocupação, que nega as atitudes românticas, está na compreensão do papel representado pelo neoimperialismo na América Latina, como instrumento voraz de espoliação. Daí retira a certeza de que a passagem gradual do capitalismo ao socialismo constitui perigosa e anestesiante fantasia. A obra discorre sobre as várias formas de se organizar as massas para o processo revolucionário, com a utilização de partidos de esquerda e guerrilhas. Há uma forte crítica ao "foquismo" de Debray e aos que viam na Revolução Cubana um modelo a ser reproduzido em toda a América Latina. Na segunda parte, Rodrigues versa sobre os comunistas europeus, a virada à direita da social-democracia europeia e a confiança no marxismo-leninismo.
Opções da Revolução na América Latina -
Miguel Urbano Rodrigues
Paz e Terra
1968
226 páginas
7h 32m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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