O século XX foi marcado pelo hiperconsumismo, com valorização excessiva da posse e do crédito. Mas, os autores defendem que a bolha econômica de 2008, a poluição e degradação do meio ambiente mostram que este modelo não é sustentável. Segundo eles, o século XXI será marcado por sociedades baseadas no bem comum, com valorização da comunidade e da reputação.
Gostei muito da frase: "o acesso é melhor do que a propriedade". Um exemplo bem legal é o da furadeira: para que compramos um equipamento que usaremos de 15 a 20 minutos durante toda a nossa vida? O que eu quero é o furo, e não a furadeira.
Em uma aula que tive sobre "Antropologia do Consumo" no Coppead, o professor comentou que o ato de comprar é um construtor de muros e pontes: muro para quem não comprou e pontes para quem já comprou. O livro defende um outro ponto de vista: o que constrói muros e pontes são as comunidades que você participa.Nossa reputação será formatada de acordo com os amigos que temos (facebook), o que lemos (digg), o que fazemos (linkedin), o que comentamos e etc.
Outro exemplo legal é o do Nikeplus, comunidade de corrida da Nike. O que dá mais status, comprar o tênis ou participar da comunidade de corrida? Gostei muito desta reflexão. Será que todas as marcas caminharão para a comunização? Bem, o Kotler defende que sim, no livro Marketing 3.0.
O consumo colaborativo não é uma contracultura. Ou seja, não é um pensamento para termos uma comunidade de hippies e etc. Ele prega o consumo consciente. Você pode continuar comprando suas roupas novas e compartilhar seu carro, por exemplo.Você pode comprar um berço novo mas conseguir roupas através de escambo. Brinquedos também.
Se interessou? Acesse o portal Collaborative Consumption: http://www.collaborativeconsumption.com/the-movement/.