Monsters and Mayhem - Midnight Matings #14

    Gabrielle Evans

    Siren Publishing
    2012
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-10: 161926272X

    The Gathering is called. The spell is cast. There is no escaping the Midnight Matings. News anchor Samuel Anderson just landed the story of his career and is damn glad he made the trip to Scotland. That is, until he offends one of the elders and finds himself mated to an arrogant and obnoxious shifter who can’t stand him. Coby Pherson is pretty sure the elders have lost their minds. Marching right up on stage, he has every intention of getting out of this forced mating, but instead finds himself mated to a human without his consent. Once Samuel realizes that Coby is a well-known and high-profile shifter, he’s determined to make the man the new face of the paranormal world. During the long promotional tour, Samuel learns more about the world Coby lives in, and it’s shattering all of his preconceived notions. Can two inherently selfish personalities learn to coexist? Or will their relationship self-destruct before it can even begin?

    Resenhas (2)Ver mais
    Maria Gabriela picture
    Maria Gabriela31/12/2024Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Sinceramente, preciso encontrar um modo de capitalizar meu sofrimento literário, pois não é concebível que eu esteja condenada a suportar em silêncio a tortura emocional que esta infeliz saga me inflige. É inacreditável que “Monsters and Mayhem”, de Gabrielle Evans, consiga ocupar o posto de pior leitura que tive o infortúnio de experimentar neste ano tão adverso para minha sanidade mental. Comparado aos volumes anteriores, que já eram excepcionalmente ruins, este aqui conseguiu a proeza de ultrapassar todos os limites, a ponto de parecer uma afronta criminosa à literatura. A autora decidiu examinar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, sublinhando cada artigo e se perguntando: "Quantos desses direitos fundamentais posso transgredir de maneira que viole todos os códigos penais existentes?" Inicialmente, admito que minhas expectativas em relação a este livro eram inexistentes. Levei a premissa com uma dose de bom humor, considerando a inovação quase absurda de apresentar um casal formado por um ser humano e o lendário Monstro do Lago Ness. Jamais imaginei que tal ideia surgisse sequer nos confins mais extremos do Wattpad ou do AO3; na verdade, é uma concepção que sequer esperaria de uma jovem no ápice de sua criatividade, aspirando criar “o próximo Crepúsculo”, mas substituindo vampiros por algo supostamente maior. Esse "algo maior" entregou-me cenas que reconfiguraram a química do meu cérebro da pior forma imaginável. Os personagens, como esperado, são uma repetição tediosa de arquétipos dos livros anteriores. A fórmula é a mesma: uma dualidade rasa, em que um personagem é carismático e o outro, o rabugento. Totalmente opostos, que são empurrados em uma dinâmica que jamais resultaria em um casamento saudável no mundo real, mas que, convenientemente, serve ao propósito de um romance clichê. Desta vez, somos presenteados com Samuel Anderson, o protagonista humano, um jornalista cuja ambição desmedida é apenas superada por sua previsibilidade exasperante. Samuel oscila entre "minha profissão é tudo para mim" e "não ligo para minha carreira, o amor é minha prioridade", contradizendo-se constantemente. Essa incoerência foi um dos aspectos mais irritantes: um personagem que muda de postura a cada instante, esperando que os demais acatem suas mudanças sem contestação. Além disso, sua personalidade é limitada a implorar por uma promoção ou ameaçar pedir demissão, enquanto exibe traços homofóbicos paradoxais para alguém que, na trama, certamente não é heterossexual. Por sua vez, Coby Pherson, o dito Monstro do Lago Ness, não se diferencia muito de seu futuro marido. Ainda assim, é o personagem mais "bem construído" da narrativa. Sua história como o suposto último membro de sua espécie e sua aceitação de viver em isolamento quase penitencial poderiam render algo significativo, mas sua evolução de uma figura solitária e introspectiva para alguém que abraça sua sexualidade e seu passado é, lamentavelmente, superficial e subaproveitada. O ponto mais repugnante é como a obra perpetua homofobia escancarada e desconsidera sistematicamente os limites dos personagens. Samuel vê sua sexualidade como uma barreira em sua carreira jornalística, enquanto invalida a de Coby em inúmeras ocasiões. E como se isso não bastasse, a única personagem feminina significativa, Cami, é drasticamente descaracterizada: introduzida como uma mulher independente e ambiciosa, ela é transformada em um clichê de obsessão romântica, servindo apenas para gerar conflitos artificiais entre o casal principal. A escrita, por sua vez, é apenas tolerável — melhor que a de seus antecessores, mas ainda assim medíocre. No fim, Monsters and Mayhem é um amontoado de ideias desconexas, que culmina em uma experiência exaustiva e frustrante. É revoltante pensar que minha saúde mental foi atacada por essa obra, sem qualquer compensação.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 16
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas19%