Frankenstein -

    Sergio A. Sierra, Meritkell Ribas

    ARX
    2009
    94 páginas
    3h 8m
    ISBN-13: 9788502095465
    Português Brasileiro

    Desde seu surgimento nos pesadelos da autora Mary Shelley até sua consolidação como um dos maiores ícones da cultura popular, a criatura de Frankenstein percorreu uma longa trajetória, impusionada por adaptações e paródias. A cada aparição, algumas de suas principais facetas eram destacadas: sua monstruosidade, sua força descomunal, o caráter blasfemo de sua criação, sua inadequação social, sua revolta contra aquele que o criou... Nessas versões, entretanto, quase nada restava da real complexidade desse personagem clássico, empurrado involutariamente para o mal e atormentado por perceber-se rejeitado por um mundo no qual fora bruscamente abandonado. São esses os detalhes que ressurgem em toda a sua riqueza nesta HQ. Aqui, o texto adaptado por Sergio A. Sierra se integra perfeitamente às ilustrações estilizadas de Meritxell Ribas, numa abordagem que homenageia e faz jus a esse romance macabro, filosófico e imortal.

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    R .31/07/2017Resenhou um livro
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    Adaptação em quadrinhos (ARX, 2009)

    O aspecto que se destaca é a concepção artística de Ribas. Muito classuda, como se adentrássemos em uma noite misteriosa de clima gótico. Explora a luz e as sombras em uma excepcional poesia visual, transmitindo profundidade, sensibilidade e romantismo. Na real, durante a leitura meu subconsciente empolgou-se em criar sonoridades para uma interminável noite. Pode até ser exagero ou maluquice de minha parte, mas deixo parecer final de que essa encantadora arte trouxe percepção de um Doré modernoso. Dois pesos, duas medidas... Não gostei do roteiro, que me pareceu cansativo e pouco instigante. Teve a capacidade de tornar a história contida na revelação ao leitor, se é que me faço entender, no sentido do narrador ser o centro da informação em momentos marcantes do livro, não deixando que a arte debutasse e fluísse nessa apresentação, enchendo o quadro de texto em que preferia ver a ação impactando e não estar lendo sobre a representatividade dela. É por aí mesmo em cenas em que tem muita informação escrita em detrimento do apelo visual. Ah, qual é! Não casou bem na potencialidade artística, que tornaria a obra mais especial. Penso que deve ter rolado uma questão de prender-se a um limite determinado de páginas. Pena! Leria trezentas ou mais se assim fora, bem arranjadas, no desenvolvimento da história. Roteiro formal, arte magistral. Assim foi a leitura até o final. Tchau!

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