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    Aziza -

    Ara Mitta

    Musa
    2010
    455 páginas
    15h 10m
    ISBN-13: 9788578710040
    Português Brasileiro
    2
    2 avaliações
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    O País das Yjaras se estabelecera também como um grande centro de manufaturas de artigos de luxo: livros, joias, porcelana, vidros, roupas, etc. Suas destrezas eram altamente apreciadas e bem pagas e havia coisas belas por todas as feiras e bazares. As yjaras eram boas artesãs e muitas delas viajavam pelo continente, como Eurípedes e Florinda, e, por isso, cada bloco de cinco a seis casas era entremeado por uma estrebaria para cavalos e uma cocheira para os veículos. A cidade era animada o suficiente para agradar as jovens e impetuosas yjaras, mas calma e tradicional o suficiente para agradar as mais velhas e reservadas e o mesmo se dava com os visitantes que lá chegavam. O País das Yjaras e o jeito descontraído do povo dali eram uma experiência valiosa para todos: uma vida de cidade com a simplicidade da vida do campo, e o modesto, porém obstinado orgulho da vitória do esforço sobre o impossível, se via em cada patiozinho e em cada recém-pintada janela. Com muita dificuldade e passo a passo, as yjaras criaram seu pequeno país e seus ideais perfeccionistas de beleza, dignidade e boa-vontade ainda prevaleciam. Seguras de si, elas defendiam o direito de serem diferentes; e seus acometimentos de virtude eram firmes. No País das Yjaras a gente se sentia segura.

    Resenhas (1)Ver mais
    Ronan Azarias picture
    Ronan Azarias03/06/2012Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Começa bem, mas depois

    O incio do livro é instigante. Trata de como as diferenças religiosas pode transformar a vida das pessoas. Com certeza um tema espinhoso muito bem trabalhado pela autora. No inicio, é contada a vida de Aziza como uma nova messias de um dos deuses da história. Em vários momentos a religiosidade se sobrepõe a política. A temática se mantém até a adolescência de Aziza, depois disso o livro toma forma romântica ao estilo saga crepúsculo. É deixado de lado a temática religiosa e passa para o triangulo amoroso entre dois homens e Aziza. Nesta fase tudo o que se lê são intriguinhas entre apaixonados e mexericos de meninas. Além de ser desestimulante para leitores que inicialmente foram atraídos pelo livro, a mudança de ares deixa o livro cansativo e monótono, visto que ele, neste ponto da história, ganha a estrutura de um livro de aventura medieval e narra viagens longas detalhadamente. Para mim o livro se tornou uma decepção, visto que no início demonstrou habilidade em um tema difícil de lidar para depois cair miseravelmente em um formato vazio e obscuro.

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