Passados 13 anos da assinatura da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB –, o Brasil pode se orgulhar de ser uma nação que muito tem feito pela conservação de sua biodiversidade. Temas como conservação e utilização sustentável, conservação in situ e ex situ e acesso a recursos genéticos até então eram discutidos apenas entre acadêmicos e um número muito restrito de ambientalistas. Para cumprir as diretrizes e demandas da CDB, foi preciso elaborar uma Política Nacional de Diversidade Biológica, que dotou o governo e a sociedade de informações que estão sendo utilizadas para o estabelecimento de prioridades que conduzam à conservação, à utilização sustentável e à repartição dos benefícios da diversidade biológica brasileira. O conhecimento das áreas e ações prioritárias para a conservação do uso sustentável e para a repartição de benefícios da biodiversidade brasileira é um subsídio fundamental para a gestão ambiental. Diante da carência de informações sobre como e o que preservar prioritariamente, um dos maiores desafios para os responsáveis pelas decisões é a definição de planos de ação para a conservação da biodiversidade. Nas últimas décadas, várias iniciativas levaram à identificação de prioridades mundiais para a conservação, considerando índices de diversidade biológica, grau de ameaça, ecorregiões, entre outros critérios. Atuando em consonância com os princípios sobre a Diversidade Biológica, da qual o Brasil é signitário, o estado de Minas Gerais, em uma iniciativa pioneira no planejamento regional, redefine as prioridades para a conservação da sua biodiversidade. O presente estudo dá sequência ao trabalho já realizado na 1ª edição do Atlas, datada de 1998, aprovado pelo COPAM – Conselho Estadual de Política Ambiental - segundo a Deliberação Normativa 55 de 13 de junho de 2002, que significou o reconhecimento das informações contidas no Atlas como um instrumento básico para a formulação das políticas estaduais de conservação. A indicação de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade se justifica devido à pequena disponibilidade de recursos, humanos e financeiros, frente à grande demanda para a conservação. Além disso, é necessário se trabalhar com métodos confiáveis e transparentes para a indicação de áreas e ações prioritárias para a conservação. Ao atualizar este documento, tornando seus resultados disponíveis para os diversos setores da sociedade, o Estado mais uma vez, busca dar um passo à frente, integrando conservação da biodiversidade e utilização sustentável de seus recursos, buscando uma forma de desenvolvimento mais racional para Minas Gerais.