Cinema e Economia Política - Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira Vol. II

    Alessandra Meleiro (Org.)

    Escrituras
    2009
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788575313503
    Português Brasileiro

    Se a cultura pode ser ofertada no mercado, ainda que esta não seja a sua missão essencial, ela é também valorização - no sentido não-econômico - das potencialidades criativas de nações, povos e comunidades. Esta ambigüidade é ponto de partida das reflexões de todos os autores inseridos nesta coletânea. O foco é o cinema, mas o debate extrapola os contornos da mais comercial das artes. Deparamo-nos com economistas preocupados em valorizar a cultura nacional por meio da indústria cinematográfica e com artistas interessados no fortalecimento do mercado de cinema no Brasil. Olhares invertidos? Ou o começo de uma disciplina interdisciplinar, interessada na produção de obras originais e viáveis economicamente, desde que o mercado possa ser regulado pelo Estado e este pela sociedade civil? Cinema e Economia Política, que integra a coleção "A Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira", coordenada por Alessandra Meleiro, é a prova de que já se encontra preparado o terreno para a gestação de uma "economia política do audiovisual" no Brasil. Os textos de Marco Farani, Edna dos Santos-Duisenberg, Alessandro Teixeira, César Bolaño e Anna Carolina Manso, Valério Cruz Brittos e Andres Kalikoske, Fábio Sá Earp e Rodrigo Guimarães e Souza, Marcos Alberto Sant'anna Bitelli, Isaura Botelho e Alexandre Barbosa permitem também constatar que este campo de conhecimento, além da interdisciplinaridade que lhe é intrínseca, não se esgota na reflexão, estando muito frequentemente associado à busca de novos caminhos para a ação política transformadora das relações econômicas e sociais.

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    Marcos Faria picture
    Marcos Faria02/02/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Dessa vez, a organizadora Alessandra Meleiro escalou mal o time. É erdade que não existe texto neutro nem desinteressado, mas a maioria dos autores reunidos em “Cinema e Economia Política – Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira Vol. II” (Escrituras, 2009) está longe de qualquer objetividade acadêmica. Então, o que fica é um bocado de wishful thinking e muita autopropaganda (nos casos flagrantes de Bitelli, competente como de hábito na arte de vender seu peixe por muito mais do que ele vale, e Teixeira). Sá Earp e Guimarães e Souza, nessa mesma linha, são convincentes na sua proposta de desoneração fiscal, mas sequer se dão ao trabalho de avaliar seus custos. Do ponto de vista econômico, a melhor contribuição fica sendo mesmo a de Brittos e Kalikoske sobre as barreiras de entrada no mercado. Já a pesquisa sociológica de Botelho, apesar de relevante, parece fora de lugar nesse volume. (Publicado originalmente no Almanaque - http://almanaque.wordpress.com/2013/02/02/meninos-eu-li-31/)

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