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    Crossed - (comics)

    Garth Ennis

    Avatar Press
    2008
    0 páginas
    0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.3
    7 avaliações
    Leram15Lendo1Querem0Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados0Avaliaram7

    O gênero de terror que acompanha a figura do Zumbi é sempre associado a “situações de sobrevivência”, um grupo de pessoas que se une para superar um mal em comum, geralmente existe o ás na manga, um fuzileiro naval, um cientista, um especialista, alguém que conseguira prestar, de forma heróica, mais chances de sobrevivência. Tendo ciência disto, Garth Ennis quebra esta constante ao trazer a tona personagens mais próximos do comum, homens de família, mães solteiras, deficientes físicos, gente sem grandes proficiências e mediana. Ao longo da história fica claro que não existirá uma grande descoberta, que ninguém vai dizer o que se passa, ou se possível, apresentar uma solução permanente quanto aos Crosseds. Sim, os Crossed. O nome vem da principal característica dos infectos, uma peculiar ferida que se alastra pelo rosto, formando uma cruz. Esqueça os mortos-vivos de Romero ou os humanos raivosos de Boyle, os Crossed são inteligentes, sádicos e mesquinhos, representam o mal latente na humanidade: ao contrário das massas desorganizadas, os Crossed retém o intelecto humano, se organizam em bandos, torturam psicologicamente suas vítimas e presas, basta um mero contato com um fluído corporal do infectado para que a pessoa se transforme em um assassino em série. Em um momento apoteótico, os sobreviventes descobrem que os Infectados ejaculam na munição para poder contaminar a longa distancia; em outro, os Infectados reúnem uma série de pessoas dentro de um container e jogam armas sujas de sangue e outros fluídos, ou – a que foi mais comentada pela crítica estrangeira, diga-se de passagem – quando um bando chacina um casal, que em meio a troca de ofensas, são sodomizados e estripados enquanto vêm sua filha ser esquartejada. A violência metódica dos Crosseds faz com que os protagonistas evitem atitudes impetuosas, no ambiente de sobrevivência não há espaço para heroísmo e isso é seguido à risca. A líder dos sobreviventes é a garçonete Cindy, determinada em superar e seguir adiante, ela precisa proteger seu filho da loucura que se instalou pelo mundo. Se por um momento, muito se especula em relação a origem dos Infectados, Garth Ennis se supera ao desenvolver os personagens, questionando morais, argumentando que para sobreviver em um mundo repleto de sádicos e estupradores, é necessário abandonam a humanidade dentro de si, os protagonistas acabam se deprimindo ou perdendo remorso por seus atos. Buscam o suicídio, matam retardatários e doentes, adquirem feições repletas de sisudez.

    Resenhas (1)Ver mais
    Nix Vandi picture
    Nix Vandi17/03/2026Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Boa premissa, péssima execução

    Imagina um vírus zumbi que, em vez de te transformar em um idiota, simplesmente remove toda e qualquer inibição do seu cérebro, fazendo as pessoas cometerem aquelas ações que todo mundo já pensou alguma vez, tipo: “nossa, imagina se eu empurro essa velha agora que o trem está chegando”. Essa é a proposta de Crossed e, se você gostou dela, faz um favor a si mesmo e veja o filme baseado na HQ, já que nela em si tudo de bom fica só na ideia mesmo. O desenvolvimento de personagens é inexistente, a arte e a quadrinização são péssimas. Tudo que essa HQ entrega é o mais puro gore, e somente isso. Você não se importa com revelações ou acontecimentos horríveis porque ninguém é gostável. E não é como se eles não tentassem, não é como se a HQ soubesse que é ruim e usasse isso a seu favor. Eles genuinamente tentam te fazer sentir dó, criar empatia e todo esse blá-blá-blá que normalmente faz a gente se importar quando algo ruim acontece. Porém, isso nunca ocorre. Em nenhum momento você vai dar a mínima pra qualquer personagem, porque a escrita deles é péssima. E a única coisa que é bem entregue, que é o gore, logo fica sem graça, já pela quarta edição, pois você não tem mais motivo pra se chocar ou ficar apreensivo. Gore por gore, sem propósito, acaba só virando pornografia barata

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas14%
    • 3 estrelas57%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Garth Ennis profile picture

    Garth Ennis

    Garth Ennis é um dos maiores autores de quadrinhos americanos (que como a maioria dos melhores é... britânico, neste caso irlandês). Ao longo de uma carreira criou ou ajudou a desenvolver alguns dos melhores anti-heróis das HQs anglo-saxônica, como Preacher, Hitman, John Constantine ou Justiceiro. É um dos mais prolíficos argumentistas da atualidade, com histórias publicadas em quase todas as editoras americanas, e portanto não espanta que tenha sido um dos escolhidos para esta mini-série desenvolvida pela Black Bull. Garth Ennis iniciou a sua carreira nas páginas da revista 2000AD. Mas foi com a série Preacher, que criou em conjunto com o desenhador Steve Dillon para a Vertigo/DC, que se tornou verdadeiramente conhecido. De tal maneira que tem vindo a ser convidado pela maioria das editoras para escrever as mais variadas séries: para a Vertigo, a série Hellblazer; Hitman para a DC (sobre um super-herói assassino a soldo, como o nome indica), e mais recentemente para a Marvel no retorno do Justiceiro (Punisher). Atualmente escreve The Boys, uma crítica forte ao mundo dos super-heróis.

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    203 Seguidores

    Garth Ennis