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    Quatro peças curtas -

    Bernard Shaw

    Musa
    2010
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788578710033
    Português Brasileiro
    4.3
    5 avaliações
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    "A vasta produção dramatúrgica de Bernard Shaw foi estudada em sua quase totalidade pela Cia Ludens, companhia fundada em 2003 com o propósito de pesquisar e montar textos de dramaturgos irlandeses no Brasil. As quatro peças curtas que compõem este livro são uma amostra da pesquisa da Cia para a montagem de Idiota no país dos absurdos (originalmente The Simpleton of the Unexpected Isles), escrita por Shaw em 1935. O espetáculo, produzido pela Dra. Rosalie Rahal Haddad, foi dirigido por Domingos Nunez que, além das peças de Shaw, também traduziu outras sete peças de autores irlandeses, ainda inéditas no mercado editorial brasileiro. O trabalho realizado pela Cia Ludens em suas quatro produções até o momento foi sempre pautado por um diálogo estreito entre a pesquisa acadêmica e a prática teatral. A primeira montagem foi Dançando em Lúnassa, de Brian Friel, que estreou em São Paulo em 2004. Em 2006 foi encenada Pedras nos bolsos, de Marie Jones, e em 2009 foi a vez de O fantástico reparador de feridas, também de Brian Friel. Em 2008, com a produção de Idiota..., a Cia Ludens voltou-se para Shaw, crítico social e esteta que se coloca à frente de seu tempo. Reviravoltas mirabolantes em seus enredos, referências aos clássicos, saltos dramáticos que beiram o inverossímil e narrativas que flertam com o absurdo são a matéria dessas quatro “peças de ocasião” aqui publicadas, e foramtambém as premissas que guiaram as experimentações práticas da companhia para a montagem da peça de Shaw. As peças aqui selecionadas, ainda inéditas nos palcos brasileiros, são excelentes exercícios para os profissionais do teatro, apresentam enredos engraçados, personagens cômicas marcantes e convertem o volume num ótimo material para estudantes, atores e diretores, além dos leitores interessados em literatura dramática. Como ele mentiu para o marido dela é uma peça sobre amantes preocupados com a perda dos poemas que ele escreveu para ela e que podem ter ido parar nas mãos do marido. O marido, no entanto, tem a reação mais inesperada possível ao descobrir a traição da esposa. A dama negra dos sonetos mostra um Shakespeare que toma nota das frases ditas por seus Interlocutores, frases que se tornarão falas famosas em suas obras-primas. O recruta Dennis é um irônico libelo contra a guerra, no qual um soldado desmascara o quão hipócrita pode ser o patriotismo. E em Um quê de realidade, Shaw toca num tema que reaparecerá em Idiota..., a necessidade de que os homens sejam úteis, justifiquem o valor de suas existências e de suas contribuições na evolução social e intelectual da humanidade para que mereçam estar vivos." Julio Cesar Pompeo / Ator formado pela Unicamp e mestre em artes pela USP, membro da Cia Ludens.

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    George Bernard Shaw profile picture

    George Bernard Shaw

    George Bernard Shaw foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. É autor de comédias satíricas que traduziram seu espírito irreverente e inconformista. Filho de uma tradicional - mas empobrecida - família protestante, foi de início instruído por um tio, mas rejeitou a educação escolar e aos 16 anos empregou-se em um escritório. Adquiriu amplo conhecimento artístico graças à mãe, Lucinda Elizabeth Gurly Shaw, e às freqüentes visitas à National Gallery da Irlanda. Decidido a se tornar escritor, foi morar em Londres em 1876, porém por mais de dez anos seus romances foram recusados por todos os editores da cidade, assim como a maior parte dos artigos enviados à imprensa. Tornou-se vegetariano, socialista, orador brilhante, polemista e fez as primeiras tentativas como dramaturgo. Em 1885 conseguiu um trabalho fixo na imprensa e, durante quase uma década, escreveu resenhas literárias, críticas de arte e brilhantes colunas musicais. Sua atividade literária, em especial a produção teatral, foi uma seqüência de sucessos; destacou-se também na crítica literária, teatral e musical, na defesa do socialismo, criação de panfletos, ensaios sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, sendo ainda um prolífico epistológrafo. Como crítico de teatro da Saturday Review (1895), atacou insistentemente a pobreza qualitativa e artística da produção teatral vitoriana. Durante a Primeira Guerra Mundial, interrompeu sua produção teatral e publicou um polêmico panfleto, Common Sense About the War, no qual considerava o Reino Unido, os aliados e os alemães igualmente culpados e reivindicava negociações de paz. Recusou o Nobel de Literatura de 1925 e, em suas últimas peças, intensificou as pesquisas com a linguagem não-realista, simbolista e tragicômica. Por cinco anos deixou de escrever para o teatro e dedicou-se ao preparo e publicação da edição de suas obras escolhidas (1930-1938), e ao tratado político The Intelligent Woman's Guide to Socialism and Capitalism (1928). A sua correspondência também foi publicada, destacando-se a troca de cartas com o escritor H. G. Wells.

    26 Livros
    36 Seguidores

    George Bernard Shaw