Mediunidade é o sexto sentido. É a capacidade natural de percebermos o universo energético que nos rodeia em suas múltiplas dimensões. Desvendar os mistérios da vida fazendo contato com dimensões extrafísicas nos dá a serenidade da certeza de que não estamos sendo enganados pelos sonhos de poder dos chefes religiosos, que mudam a verdade segundo suas conveniências. Como ela está em todos os seres humanos é necessário conhecê-la para que não fiquemos à mercê de fenômenos estranhos que possam ser confundidos com patologias psicológicas. Você vai se admirar ao perceber que muitas das coisas que lhe acontecem são simples fenômenos mediúnicos.
Conexão - Uma nova visão da Mediunidade
Maria Aparecida Martins
Edições (1)
Ver maisConexão A autora explica que, quer queiramos ou não, quer admitamos ou não, a contaminação psíquica, ou energética existe tanto quanto existe a contaminação física ou emocional. A vida não é propriedade nossa, pois somos nós quem pertencemos a vida. O livro define que personalidade é a individualidade consciente. Quem concede muito, pouco ou nenhum espaço para o crescimento pessoal é a personalidade (através do intelecto, das emoções, da imaginação), equilibrada ou não. Quando temos uma manifestação mediúnica em desequilíbrio, devemos saber que é a personalidade que está desajustada. Cuidando do ajuste da personalidade a mediunidade se ajusta por consequência. A autora troca a frase “o homem é o que pensa” pela “o homem é o que crê”. Somos livres para crer. A crença é magnética e isso quer dizer que ela atrai situações para nós predeterminando nossa vida e mobilizando nossos recursos interiores rumo aos resultados. A vida concedeu, a cada um de nós, o poder criativo para que pudéssemos fazer, manifestar, materializar o que quisermos em nossas vidas, e o leme do poder criativo é a crença. Ainda que sem querer, captamos a energia dos outros. Estabelecemos uma ponte energética, a mesma que é usada pelo Reiki, pelo passe ou benzimento. Os sentidos físicos sofrem um impacto, uma estimulação que é transmitida para o duplo etérico e torna-se uma sensação (emoção) pela ação dos centros sensoriais do campo astral, e o impacto é finalmente percebido pela mente (pensamento). É uma ponte que se altera, da mesma forma que alteramos nossas emoções. Vencendo nossos tabus podemos crer que somos Deus como tudo que existe também o é. Todo o poder emana da fonte de nós, tudo já é em nós e cabe a cada um despertar a consciência para esse fato. A emoção tem um nível vibratório mais denso e de duração mais curta. O sentimento tem um nível vibratório mais sutil e de duração mais longa. As emoções são educáveis de acordo com nossos valores e a nossa inteligência. Elas vêm dos impulsos básicos enquanto os sentimentos vêm do coração, da alma. A paixão é uma projeção nossa no outro. Se houver amor tudo se ajusta, porque o amor positiva a situação. Mas quando há só paixão, mais dia ou menos dia, a mesma se acaba. A paixão é uma experiência afetiva forte, passageira e incontrolável. O amor é suave, eterno e sereno. O sentir e o perceber são estimuláveis ou bloqueáveis, que depende da desenvoltura, da educação, da formação, dos condicionamentos de cada um. Aquilo que pensamos de nós mesmos e de cada uma das outras pessoas determina o modo como aparecemos a ela e a nós mesmos. Quando criamos uma fantasia no campo mental, isso gera vontade e querer, que nos faz buscar ter controle do futuro e gera ansiedade no campo astral. Essa ansiedade por sua vez gera medo e a preocupação se torna uma fé no ruim. A consciência sente-se traída quando não se vê traduzida numa ação adequada. Vejamos um exemplo simples: mentindo para nos proteger, para não perder a estima do outro, acabamos por perder a nossa auto-estima. Fingindo para não sentirmos embaraçado diante do outro, embaraçamos diante de nós mesmos, pois criamos uma barreira nas expressões dos nossos sentimentos. Começamos a nos defender do mundo, mas se caminhamos nessa direção, passamos a temer o mundo. O uso adequado da nossa consciência não é automático, nem programado; é opcional. Quando a estima por si mesma é baixa, somos facilmente controlados pelo medo. Não é uma questão de karma o que sofremos, mas sim de auto-estima. Mudando o enfoque, mudamos a disposição interior e, consequentemente, mudamos o karma. Os atributos dos quais fugimos nos acompanham como sombras, através das outras pessoas, sobressaindo-se nelas. Toda vez que sentimos raiva, irritação, é porque estamos agindo de uma forma que tolhe a própria essência, e ela grita: “procure uma outra forma de ver a situação”. Quando ultrapassamos um limite de tolerância desse acúmulo da energia de transformação que é a raiva, sem que venhamos a utilizá-la, formamos um campo magnético destrutivo no nosso corpo astral com capacidade de desorganização na matéria física. Toda vez que agimos contra nossa natureza, toda vez que cerceamos a expressão de nossa alma, daquilo que é verdadeiro em nós, rumamos pela estrada da repressão que leva à angústia ou à infelicidade. Estamos indo contra nós e muitas vezes até bem intencionados na nossa forma de pensar, mas estamos fazendo algo que não funciona direito na vida, porque sentimos que não estamos confortáveis interiormente com a situação. Não é porque estamos cheios de boas intenções que estamos fazendo o melhor por nós mesmos. Temos bastante a aprender. A mediunidade nos dá a possibilidade de fazer contato com a energia do sentimento ou da emoção dos demais encarnados, bem como dos desencarnados. Fazer distinção entre o próprio sentir e a captação do sentir alheio é importante para o médium, pois evita muitos dissabores. O livro define inconsciente coletivo como uma parte que não tem identidade própria, mas que está em todas as pessoas, uma espécie de denominador comum. A nossa mente abriga em si elementos comuns, o que se chama de arquétipos. Devemos saber que quando cremos numa coisa temos uma imensa probabilidade de torná-la visível fora de nós, porque dentro ela já é. Formas de materializar a crença é o que não falta. A experiência no mundo astral é muito semelhante, mas muito mais intensa do que neste. Lá aquilo que acreditamentos imediatamente é transformado em sensorial, algo próximo de: tocou no interruptor e a luz acende. Aqui na Terra as coisas são mais lentas para que possamos verificar como é que todos os processos ocorrem. Achei válido a definição de que a manipulação é o uso do poder de forma inadequada; é uma maneira de querer tirar vantagem e isso vai ocorrendo numa relação na medida em que as pessoas têm dificuldades de assumir, de trazer à tona aquilo que querem, que buscam e pensam. O processo de manipulação é vivido da seguinte forma: usa-se alguém para conseguir algo e não diz isso claramente. O manipulador busca obter alguma coisa do outro sem levar em conta a clarificação ou a vontade do outro. Não é uma troca justa, é uma negociação fraudulenta, que pode ocorrer entre familiares, nas empresas, escolas, etc. À medida que desenvolvemos meios de manipular, adquirimos o que a bioenergética chama de nós energéticos ou bloqueios. Cada ação, cada comportamento (fazer), cada palavra (expressão e personalidade), cada atitude (intenção), cada emoção (campo astral), cada pensamento (campo mental) é resultado direto do nosso sistema de crenças. As impressões que guardamos de nossos familiares mostram a estrutura de nossa personalidade. As imagens que ficaram da infância formam um quadro que nem sempre é verdadeiro, pois formamos uma ideia de nós mesmos a partir da opinião alheia. O impulso, um desejo de alma, vem da inconsciência para nascer na consciência. Quando o impulso é reprimido na consciência, é rejeitado, é mandado de volta, é sufocado no inconsciente. No momento do retorno, ocorre uma transformação: o entusiasmo, que vinha rumo à consciência, não consegue espaço e retorna à inconsciência como medo. Quando acontece o medo, devemos procurar verificar em que ponto estamos indo contra nós mesmos, porque literalmente é essa a mensagem do medo: estamos indo contra nós mesmos. A pessoa que está se negando está negando a vida, está negando Deus, e não pode se sentir segura pela proteção divina que nega. Por outro lado, quando a pessoa não se nega, não rejeita partes de si, ela está muito mais segura. Ela não precisa ser um grande iluminado, não precisa ser espírita, nem ter qualquer religião institucionalizada, basta que tenha a humildade de se aceitar.
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