A Inquisição - Coleção Tudo é História

    Anita Novinsky

    Brasiliense
    1990
    95 páginas
    3h 10m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Criado no final do século XIII para combater os que ousassem questionar os dogmas da Igreja Católica, o Tribunal da Inquisição utilizou a religião para legitimar a ordem política e social da época, na qual não havia lugar para contestadores de qualquer espécie. Até o século XVIII, atuou na Europa e no resto do mundo, cumprindo exemplarmente sua função. Torturou e matou milhares de indivíduos, numa escala só comparável à perseguição dos judeus na Alemanha nazista.

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    Fabio Guastaferro picture
    Fabio Guastaferro15/09/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Agora entendo mais o porquê de criminalizar antissemitismo.

    Nesse pequeno livro, a historiadora Anita Novisky faz um breve, porém ótimo resumo sobre a Inquisição. Nesse pequeno livrinho eu aprendi muita coisa, entendi muita coisa e passei a gostar ainda menos da instituição Igreja Católica. Não sabia que tudo se passava de uma rixa entre cristãos e judeus. Não sabia que houve duas inquisições. O livro trata mais da segunda, que se desenvolve mais pelos países ibéricos, e vem aparecer por aqui, no Brasil. Acho também que essa segunda inquisição teve mais uma pegada política, por conta da ascensão da burguesia e também foi mais violenta e mais lucrativa. Um breve resumo que me fez a cabeça explodir: Por volta de 1500, a burguesia começava a se destacar, tendo os judeus como seus principais expoentes. A nobreza, sob a figura do rei, não gostou, e não podia condenar e punir esse povo se não tivesse provas. Então chamou a Igreja a retomar a instituição que julgava e punia os crimes contra a fé. Logo, ser judeu passou a ser uma heresia. E claro, o herege perdia tudo, inclusive a vida. E não só ele, mas a sua família e até as gerações ascendentes. Aí claro, foi a hora de encher os cofres. E criou-se todo o tipo de crime contra a fé. A Igreja, a moral e os bons costumes passaram a serem sagrados, e se você ia contra, era considerado herege. Se a Igreja ou o Rei, cismasse que peidar na rua era heresia, um ataque aos bons costumes, pessoas seriam torturadas, perderia todos os bens e se sobrevivesse, ia ser humilhado. Não só ele, mas seus parentes e futuras gerações. Assim exterminou-se famílias inteiras. Tudo em nome de Deus.

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