Escrito em 1919, O mundo Invisível e a guerra relata como se pode transformar uma obra de morte em uma obra de renovação r progresso, unindo vivos, da Terra e mortos do espaço pelos laços da solidariedade.
"O autor dá inicio a sua obra fazendo uma analise sobre a psicosfera do ambiente europeu como um todo, especialmente a partir do mês do outubro de 1914 quando as tenções já estão a flor da pele e a guerra é algo inevitável. A frança que vivia agora tempos de paz teria que enfrentar mais uma vez as batalhas e as mortes que a muito tempo não a assolavam.
O autor explora muito bem o papel de Joana D’arc. na primeira guerra socorrendo os franceses que sofriam com os males da guerra na espiritualidade. A culpa dos países envolvidos na guerra é muito bem apresentada na devida proporção. Esse mal serviu para mostrar o quão o planeta é uma morada de espíritos inferiores, o laboratório em que se esboçam as almas ainda jovens em suas confusões e paixões. A batalha serviu para fazer desenvolver a ciência, mas essa deixa o homem infeliz quando permanece no mal. Isto é uma prova de que a humanidade ainda acumula elementos vindos do mundo inferior.
Por meio desta leitura podemos observar o quanto o homem tem que aprender , especialmente com relação a sua conduta diante do próximo .Por meio desta leitura podemos observar o quanto o homem tem que aprender , especialmente com relação a sua conduta diante do próximo
"O espiritismo não é inimigo das religiões. Ao contrario do que se diz, ele não vem rivalizar com nenhuma crença e nem mesmo ser apenas mais uma dentre muitas doutrinas. Sua real intenção é trazer esclarecimentos a questões que as demais religiões não conseguem trazer. É por meio desta doutrina que muitos tomarão consciência da importância da educação na formação da sociedade . A arma mais eficaz contra as atrocidades cometidas pelo homem em tempos de guerra é a educação , já que por meio desta se garante o futuro, investindo na criança. A esta educação inclui-se também a religião, que é de fundamental importância para a formação social e individual . Como diz o autor nunca a falência das religiões foi tão mais evidente". No período da guerra o antropomorfismo das religiões mostrou-se em seu aspecto mais monstruoso com a evocação dos deuses bárbaros do paganismo germânico, semelhante ao Jeová da Bíblia, o deus alemão protege exclusivamente uma raça e só vê nas outras um amontoado de povos vis e corruptos, fadados a ruína e a morte; dai essa mentalidade feroz que faz os germanos os supostos instrumentos de vingança divina, vivendo como se estivesse a um milênio atrás e não levando em conta de que o templo da natureza é o único realmente digno do eterno. Nos momentos em que mais a espiritualidade se fez presente, trazendo o advento do espiritismo, a Alemanha se fez refratária á nova corrente de ideias. Lá os estudos psíquicos são pouco apreciados e uma dos motivos se deve ao fatos de que quando esse fervilhavam na Europa foram proibidos pelo Cáiser de serem estudados pelos seus funcionários. As consequências de tais atos foram terríveis para o monarca .Outra consequência foi o surgimento de muitos filósofos materialistas na Alemanha O mesmo não se deu na Espanha pois lá os livros da codificação chamaram ainda mais a atenção após serem queimados em praça publica pelo bispo de Barcelona Vivo ou mortos, somos todos levados, pela grande força evolutiva , para um futuro melhor, no seio do universo sem limites e da divina harmonia.
No restante desta obra o autor relata muito mais os fenômenos ligados ao espiritismo do que aos conflitos propriamente ditos. Somente nos últimos capítulos é que serão citados algumas coisas referentes a espiritualidade e de que forma muitos soldados vislumbram a espiritualidade logo após deixarem o corpo fisco.