Maigret e o cliente de sábado - Maigret et le client du samedi

    Georges Simenon

    L&PM
    2012
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788525425782
    Português Brasileiro

    "Certas imagens, sem razão, sem que queiramos, se agarram em nós, ficam de forma obstinada em nossa lembrança, embora mal tenhamos consciência de tê-las registrado e não correspondam a nada de importante. É assim que Maigret, anos mais tarde, poderia quem sabe reconstituir minuto por minuto, gesto por gesto, aquele fim de tarde sem história no Quai des Orfèvres. Primeiro o relógio de pêndulo em mármore negro, com ornamentos de bronze, no qual seu olhar pousou quando ele marcava 18h18, o que significava que era um pouco depois das seis e meia. Em dez outras salas da Polícia Judiciária, tanto na do diretor quanto nas dos outros funcionários, havia relógios idênticos flanqueados de candelabros e, desde tempos, imemoriais, eles também atrasavam."

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    Fabio Shiva07/01/2026Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    A ARTE DE CAPTURAR A ATENÇÃO DO LEITOR DA PRIMEIRA À ÚLTIMA PÁGINA

    Simenon é mestre. Sempre que pego um de seus livros para ler, sei que terminarei a leitura um pouco mais feliz e encantado pela sublime magia da literatura, capaz de nos fazer viver tantas vidas em uma só vida. E a cada vez fico um pouco mais fã do querido Maigret, o mais humano dos grandes detetives da ficção! Além de suas insuperáveis descrições de cenário, em que cada objeto parece ganhar vida ao interagir com os personagens, ajudando a criar um clima dramático inimitável, Simenon é único também ao criar personagens tão intensos que passam a viver na memória afetiva do leitor por longo tempo depois de terminada a leitura. Esse é certamente o caso de Léonard Planchon, o tal “cliente de sábado”, que vai procurar o Comissário Maigret para fazer uma insólita confissão: “— Minha intenção é matar duas pessoas, minha mulher e seu amante. Preparei tudo para essa finalidade, considereis os menores detalhes para não ser preso...” Mais vívida ainda é a mulher de Planchon, Renée, descrita como um policial como “mais fêmea que mulher”. E o envolvente drama vai progredindo inexoravelmente, arrastando tanto Maigreit quanto nós, leitores, que nos solidarizamos com a agonia do comissário e não conseguimos repousar a mente enquanto não chegamos até o fim do mistério. Esplêndido! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2026/01/a-arte-de-capturar-atencao-do-leitor-da.html

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