O autor, após analisar a forma como os psiquiatras em nossos dias atuam - via diagnóstico e medicação -, empreende nesta obra uma cruzada quixotesca contra a medicalização da existência, enfatizando os malefícios e riscos do uso de psicofármacos para aqueles que buscam o autoconhecimento e a autotransformação. Retomando a crítica de Ivan Illich à medicina e deslocando-a para a psiquiatria, Ramos – à semelhança de Nietzsche – procura contextualizar criticamente as práticas médico-psiquiátricas contemporâneas numa perspectiva filosófica mais ampla, tomando os gregos clássicos como modelo. Trata-se de uma sátira filosófica à medicalização da existência.