Essa é uma narração verídica da vida de Jerônimo Mendonça, baseada em depoimentos de pessoas que conviveram com ele e através dos diários deixados, quando ele ainda possuía a articulação das mãos. O livro é divido em capítulos sobre sua vida, seu pretérito (vidas em encarnações passadas) e sua obra.
Jerônimo Mendonça foi uma personalidade admirável! Nasceu e viveu na cidade de Ituiutaba – MG. Foi uma criança inteligente e esperta, e com apenas onze anos de idade, já sentia os primeiros sintomas do reumatismo. Seus pais muito pobres trabalharam arduamente pela sobrevivência da família, e o pouco que ganhavam, não sobrava para comprar remédios para aliviar as dores de sua enfermidade.
Um pouco mais crescido começou a trabalhar em algumas profissões para ajudar os pais, no entanto, as dores não lhe davam trégua, impedindo-o de permanecer no mesmo trabalho por muito tempo. Gostava de estudar e aprender, mas foi impossibilitado de continuar os estudos, perdeu os movimentos das mãos, junto com todos os sonhos da juventude.
Portador de artrite reumatoide começou a usar muletas ainda na adolescência, depois passou para a cadeira de rodas, tornou-se prisioneiro de sua própria cama e por fim, a cegueira. A leitura das obras espíritas que tanto amava, não foi mais possível. O jovem rapaz não teve alternativa, casou-se com a cama, com a dor e o Evangelho.
Encontrou a compreensão de seu estado no espiritismo, e jamais se queixou de sua condição, sempre resignado! Levava os ensinamentos de Jesus aos presidiários da cadeia pública e também através de seu programa na Rádio Difusora. Carregado em sua cama peregrinou pelo Brasil, fazendo palestras, auxiliando seus irmãos de fé na fundação de Centros, Lares, Creches e Feiras de Livros. Em algumas oportunidades se encontrou com Chico Xavier, que o esclareceu e o auxiliou em sua trajetória.
Jerônimo Mendonça usou com maestria seu último recurso, a voz, para levar a fé e o amor de Jesus aos mais necessitados. Não restam dúvidas de que cumpriu com êxito sua missão, se redimindo por completo de suas dívidas transcendentais.