Liberte-se do Passado -

    J.Krishnamutri

    Cultrix
    2006
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-11: 8531602262_
    Português Brasileiro

    Através dos tempos o homem vem buscando algo além de si próprio, além do bem-estar material - algo que se pode chamar verdade, Deus ou realidade, um estado atemporal -, algo que não possa ser perturbado pelas circunstâncias, pelo pensamento ou pela corrupção humana. A verdade, diz Krishnamurti, confina com os limites da evolução humana, achando-se oculta na consciência de todos os seres humanos. Para alcançá-la, temos de romper todas as barreiras e todos os laços que nos prendem à materialidade, pesada carga que faz de nós meros escravos mecanizados. Somente a Vida, conclui ele, pode criar a Vida. Esta nova edição revista de 'Liberte-se do passado' reúne os principais tópicos de um grande número de conferências realizadas por Krishnamurti na Europa e na Índia. Entre outros assuntos de importância, são aqui tratadas questões como a busca do prazer, a comunicação, a memória, a violência, a pobreza, as drogas, a solidão, a beleza e o amor.

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    Carla Parreira29/11/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Liberte-se do passado (J. Krishnamurti)... Melhores trechos: "...O pensamento começa a comparar, a julgar, a dizer: "Quero repetir isso amanhã". A continuidade de uma experiência que por um segundo proporcionou deleite é mantida pelo pensamento... O pensamento nunca é novo, porque o pensamento é a resposta da memória, da experiência, do conhecimento. O pensamento, que é velho, torna também velho aquilo que olhastes com deleite e que por um momento sentistes profundamente, do velho vem o prazer; nunca do novo. No novo não existe o tempo. Assim, se puderdes olhar todas as coisas sem permitir a intrusão do prazer — olhar uma rosa, uma ave, a cor de um sari, a beleza de uma extensão de água rutilando ao sol, ou qualquer coisa deleitável — se puderdes olhar assim, sem desejardes que a experiência se repita, então não haverá dor, nem medo e, por conseguinte, haverá uma alegria infinita. É a luta para repetir e perpetuar o prazer que o converte em dor. Observai isso em vós mesmo... Pensamos que as mudanças em nós mesmos só podem ser efetuadas no tempo, que a ordem só pode ser estabelecida em nós mesmos pouco a pouco, aumentada dia por dia. Mas, o tempo não traz a ordem nem a paz e, portanto, temos de deixar de pensar em termos de gradualidade. Isso significa que não há um amanhã em que viveremos em paz, Temos de alcançar a ordem imediatamente..."

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