Napoleão é uma personagem histórico que alçou os níveis de Gengis Khan, Anibal Barca, Cesar e todo o panteão dos grandes generais da história. Obviamente um personagem que foi o espirito de seu tempo, que mediante aos acontecimentos moldou o mundo, será ainda por muitos séculos discutido.
Esse pequeno livro traz uma série ideias do autor, mesmo havendo algumas repetições, a viajem pelo pensamento vale muito pena.
Na economia adotava premissas fisiocratas na defesa da agricultura, mas criticava Luis XVI por não ser um homem de negócios e por isso arruinou os homens de negócios com seus impostos, falava da industria como fonte riquezas, e o comercio exterior como superabundância.
No campo da Filosofia da Moral falava que todo o grande homem(desculpe, mas o recorte para napoleão é explicitamente de gênero) deveria se adaptar as circunstancias e as causalidades pois é elas que definiam as coisas. No campo da Filosofia da Moral para o Estadista a pregoava uma visão pragmática, condenava os vícios da clemencia, necessidade de cumprir acordos e um governante não pode ter medo de fazer o "mal". Para ele, o governante está além disso, pois a ele recai os deveres do Estado.
Marca ainda seu pensamento seu caráter realista, anti-misticista e religiosos. No campo do amor defendia liberdade e o direito ao divórcio, mas misógino ao alegar a inferioridade das mulheres.