Toda vez que eu termino de ler um livro da Nora, eu paro e me pergunto: como ela consegue? Ela tem o dom de nos envolver nas histórias criadas por ela e mesmo quando a trama não é das mais empolgantes, ficamos completamente absorvidos pela leitura. Com esse livro aconteceu exatamente isso: a história não chega a ser ruim, mas o suspense deixou um pouco a desejar, porém o jeito que ela descreve os personagens e as situações é fascinante e me torna cada vez mais fã dela. Nessa história, por exemplo, ri alto com a descrição da família do Noah (o mocinho) e com o sofrimento dele e do pai por ter que suportar as refeições naturebas que a mãe gostava de fazer, além de ouvi-la falar a respeito das causas ambientais que ela abraçava (e foram muitas). A maneira que ela descreve as situações dá a impressão de que ela está contando um "causo" da vizinha da esquina. E daí eu volto a questionar: como ela consegue? Não tenho a resposta para isso, mas certamente ela conseguiu de novo. Outro livro dela que dá peninha de terminar.


