Ficção antiga que continua atual
Apesar de ser um livro escrito a muitos anos atrás, é daquelas ficções um tanto quanto atemporais. É meio irônico você descobrir um livro que fala sobre uma pandemia, escrito a mais de 50 anos antes de ocorrer a última pandemia de covid. Isso torna interessante a parte da ficção onde alguns autores conseguem acertar certos pontos do futuro. O autor desenvolveu muito bem a estória do livro, me fazendo pensar em muitos momentos sobre a complexidade de alguns assuntos. Apesar do protagonista principal ser ateu, em determinados momentos ele se pega pensando em muitos pontos religiosos e filosóficos. Há determinados momentos maçantes no livro, mas entendo que foi a perspectiva do autor fornecedor essa parte tediosa, o mundo estava quase vazio não é mesmo? Há uma diferença entre ir para os campos para sair da vida urbana no dia a dia, e num determinado momento, não haver mais ninguém, então creio que o tédio, a solidão, a confusão na cabeça e os pensamentos acelerados com toda certeza fariam qualquer um ficar muito entediado, ficar deveras perdido. Entendo que há um limiar entre você escolher ficar só, e você ficar só forçadamente. Há pontos abordados sobre a solidão que são deveras interessante. É um livro muito bom, não é extraordinário a ponto de ganhar 05 estrelas mas é digno de entrar nos meus favoritos.


