Drew Lerman traz uma proposta de um romance com nuances psicológicas que despertou meu interesse instantaneamente. No entanto, logo no início da leitura percebi que não era bem o que eu espera (de um modo negativo).
Não perdi o interesse pela história instantaneamente, mas no decorrer da leitura percebi que ela não se desenvolvia e o interesse tornou-se chatiação. Apesar disso, mantive-me otimista pois as reflexões me prendiam e a narrativa tem ritmo empolgante. O personagem também é retratado de forma realista (para os padrões norteamericanos, claro).
O personagem, aliás, contribuiu muito para minha impressão negativa do livro. Ele passou de realista para excessivamente pretensioso, insensível e desagradável. Quando ele uni-se ao Charlie, outro personagem desagradável, no mínimo, começam discussões intermináveis sobre aspectos da vida, que a meu ver, reflete os pesamentos da época adolescentes do autor. Todo mundo pensa nestas questões quando jovens, mas essas reflexões sem fim acabam por serem esquecidas em frente ao mundo real.
Toda nuance psicológica do livro baseia-se nessas reflexões, que, durante a leitura, assim como todo o livro, passa de interessantes
a cansativas.
O trauma apresentado pelo personagem principal poderia ter sido melhor explorado. Do jeito que foi apresentado, contextualizado com toda a imaturidade do personagem, pareceu-me infantil e despropositado. Não demonstrou de modo algum a realidade das pessoas que realmente sofrem com esse problema.
Não recomendo o livro para ninguém. Não cumpre o que promete; não fecha, não há um propósito. Não tem fim e nem finalidade.