À medida que o ser humano cresce em consciência, sua compreensão acerca da lei do carma vai mudando. Deixa de vê-la com mero instrumento para compensar erros cometidos no passado e reconhece-a como meio infalível para realizar a meta superior da vida. Passa a notar que a lei do carma está presente em vários níveis da existência e que age de diferentes formas; é então que vem a cooperar com ela de maneira inteligente. Já não é apenas ator no próprio destino, mas colaborador efetivo da evolução, um verdadeiro criador.
Além do Carma - um livro que esclarece o destino
Trigueirinho
Além do carma Tal lei permite o equilibrio dos impulsos gerados. Compreendendo-a, somos ajudados a simplificar a vida, a evitar os conflitos que de maneira normal engendramos. Mas, embora até hoje essa lei material tenha sido básica no proceso evolutivo da Terra, sempre foi possível aos seres humanos transcendê-la. A lei do carma é apenas uma etapa na evolução da espécie humana. Uma vez vivida com inteligencia, passa-se a outras etapas, em que a alma fica livre para caminhos mais amplos que o de uma vida individual com as limitações próprias de todo e qualquer ego. Tendo ampliado sua consciencia, sua vida torna-se mais universalizada e, por tanto, regida por forças de maior potência e alcance. A mais elevada expressão da harmonia intrínseca à vida requer plena liberdade, a soltura de todos os laços que ligam a consciencia à materia, mesmo os positivos. É preciso neutralidade ao agir. A libertação vem do desapego por tudo o que se faz, sente ou pensa. Embora essa condição marque uma adiantada etapa evolutiva, há quem se esforce para alcançá-la, apesar de o meio ambiente em geral instigar o envolvimento emocional e mental com o que se passa dentro e fora das pessoas. Quando a pessoa já não tem apego a nenhum ato, positivo ou negativo, pode transcender as ligações com os fatos e, portanto, com a lei fo carma. A recomendação de “estar no mundo sem ser do mundo”, feita por Jesus, sintetiza essa almejada situação. A lei do carma exprime-se na Terra de maneira específica, tomando quase sempre caráter negativo porque o ser humano, valendo-se do libre-arbítrio, costuma fazer escolhas considerando em especial suas próprias necessidade e desejos individuais. Em raros casos tem em vista a necessidade geral ou algum aspecto do plano evolutivo. Debido a isso, cria mais débitos que créditos cármicos e pouco equilibra esse estado de desarmonia, pois não é neutro a ponto de não continuar formando vínculos. Há certos procedimentos básicos que, se incorporados na vida das pessoas, facilitam a dissolução da trama cármica que as prende aos ciclos reencarnatórios. Alguns deles são o cultivo da inofensividade e da compaixão. Quem se emprenha em evoluir deve aprender a ter paciencia e a aprofundar seu sentido de observação. Em certas fases da vida pode acontecer de a pessoa pensar que não está progredindo ou que nada de promissor lhe está sucedendo, embora esteja trabalhando para isso. Entretanto, não é bem essa a realidade. Pelo fato de dedicar-se com seriedade à evolução e de estar por isso sendo intensamente transformada, muitos eventos previstos no seu destino básico podem ser suavizados ou deixados de ocorrer. Isso porque, ao nos tornarmos mais úteis, novos elementos e condições – que incluem o suprimento de necesidades mais amplas que as individuais – começam a fazer parte da nossa vida. Tendo ou não a possibilidade de escolher o grupo familiar, o ser encarnante sempre é inserido no melhor ambiente que a lei do carma lhe possa dispor para a evolução. A evolução reserva para a humanidade terrestre modos de ecistência ainda desconhecidos. Já foi dito que, no futuro, criaturas nascerão sem precisar de pais. O próprio ser encarnante reunirá a substância para seus corpos terrestres, e a energía etérica dos país auxiliará seua materialização. O crescimento populacional mais quantitativo que qualitativo é um dos principais motivos do caos instalado na Terra. De um ponto de vista amplo, tudo o que existe cumpre uma função no plano evolutivo dos universos. Como exemplo, para mitigar dores ou para suportar incómodos, a pessoa tem de apelar, de modo especial, para as energias que vêm de dentro de si mesma. É como se as enfermedades apressassem o despertar de uma nova compreensão e, em consequencia, a aquisição de novos hábitos. Os resultados podem manifestar-se a curto ou longo prazo. Há também casos em que as pessoas com propensão a tomar rumos equivocados manifestam antecipadamente enfermidades a fim de serem evitadas opções contrárias às determinações de sua alma. Embora seja possível crescer em consciencia enquanto desencarnado, débitos cármicos feitos no mundo material normalmente só podem ser saldados nesse mesmo mundo. Diz-se que a maneira mais livre e direta de orar é considerar tudo entregue a Deus. Se essa Consciência Suprema sabe o que faz, se nos conhece melhor que nós mesmos, se com maior perfeição prevé o suprimento das nossas necesidades, que sentido teria pedir-lhe qualquer coisa? Ao compreender o carma, a pessoa não é apenas ator no próprio destino, mas colaborador efetivo da evolução, um verdadeiro criador. Partindo da fé, podemos portanto, ter nossa constituição material e psíquica mudada por inteiro e, gradualmente, reencontrar a chave que abre os portais da nossa realidade imortal, onde não há mais ontem nem amanhã e só existe o eterno presente sem carma. O livro também fala de transmutação monádica, mas ainda estou um pouco crua no assunto para destrinchá-lo. Assim como um homem em sua essência profunda e imaterial é um espírito, ou mônada, um corpo celeste é um logos, nucleo de consciencia e de pura energia. Um logos se desenolve, e cada um está em determinado grau evolutivo. Um planeta é mais que mero corpo celeste: é um universo composto de varios mundos, níveis e dimensões. Um dos reflexos desse agravamento do carma humano da Terra foi o surgimento de enfermedades para expurgação coletiva. Além disso a terra é um planeta que ainda não incorporou completamente aspectos e atributos da consciência logóica solar e que, portanto, irradia energia conflituosa em níveis vibratórios mais densos. Todos os reinos, desde o mineral até o hominal possuem seu carma. Há muitos anuimais preparando-se para ingressar no reino humano em um ciclo futuro e, para isso, começa, a desenvolver uma alma individual. Após determinado equilíbrio carmico haverá uma renovação das espécies e a comunicação entre o homem, os animais e vegetais se aprofundará. O reino elemental está na base da corrente evolutiva na Terra e trabalha junto com os outros reinos sofrendo em partes o carma destes. O reino dévico – do qual faz parte a evolução angélica – responde com perfeição aos propósitos das Hierarquias planetárias e cósmicas e, portanto, não engendra carma. O reino espiritual e o reino divino, como o dévico, evoluem fora do âmbito da lei do carma. O novo homem se libertará de projetos de realização pessoal e se lançará à descoberta do que poderá levá-lo a plenitude como ente cósmico. Buscará o contato com a essência interior que alarga limites e o faz transcender seu lado humano e sectário. Sua existência será serviço, amor e vontade em nome da perpetuação da Luz. Todos saberão que tarefa vieram realizar na Terra, tarefa inserida em um plano evolutivo bem amplo. Aprenderão a controlar os ventos, as chuvas, o curso das águas e a cooperar conscientemente na harmonia interplanetária, na ordem onde leis superiores coordenam o fluxo dos acontecimentos e a estruturação das formas. O ser humano se consagrará co-criador do universo por ter transcendido a lei do carma, por aplicar o livre-arbítrio para optar pelo que é divino, por se reconhecer parte de um mundo sideral, por viver consciente de sua realidade interna cada vez mais luminosa. E sem dúvida, viveremos muito mais felizes e realizados.
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