The Open Secret
A própria intenção de procurar um tesouro mítico na vida obscurece inevitavelmente a realidade de que a vida já é um tesouro. Os sentimentos de amor, felicidade, compreensão... todos esses "sentimentos" nunca foram perdidos, eles sempre estiveram ali, presentes. Você não os percebe porque fica tanto tempo no sofrimento, que afasta-os de si. Sempre que houver uma sensação de perda, há uma sensação de algo incompleto e, assim, você tenta preencher esse vazio com mais e mais sensações vazias e passageiras: relações, pessoas, felicidade, desejo, prazer... E isso é o pior equívoco e erro que alguém pode cometer, desnecessariamente. Há mensagens tão simples que isso confunde a mente 💭: "Sim, e quanto aos meus bloqueios emocionais, aos níveis de iluminação, e aos meus chakras... eles não estão todos abertos?" Não há respostas. A vida é uma queda livre. Tudo acontece — e passa. Você nunca perdeu ou ganhou coisas. Você apenas decide o que quer experimentar. Quer experimentar seus traumas? Você revive o passado no Agora. Quer experimentar a visão do seu casamento? Você vive o futuro no Agora. Você escolhe. Sempre foi a sua escolha. Você normaliza a falta, o sentimento de estar incompleto, e aí você busca respostas, situações e medidas. Mas não há respostas. Não há algo externo, interno, subsequente, que vá te obrigar a agir de forma X. Você que escolheu agir de forma X. A sua vida é um comando seu, nessa totalidade, nessa unidade. Traduzir o inexplicável em doutrinário é tentar transformar uma canção de liberdade em dogma de limitação. Quando um pássaro voa, a essência do seu canto é muitas vezes perdida e tudo o que nos resta é uma gaiola vazia. É isso que acontece quando alguém (você) tenta procurar respostas. Você, que se acha um buscador separado, persegue tudo o que pensa que pode saber e fazer — exceto a ausência de si mesmo.

