Algumas das primeiras aventuras do Bandeiroso, incluindo sua origem. O interessante nessa coleção é observar a mudança da narrativa e dos inimigos dos heróis através dos tempos. O Capitão, por exemplo: se hoje as aventuras visam inimigos externos, ameaças globais, conspirações governamentais, antes o inimigo era o nazismo, tão somente ele. Todo o mal na Segunda Guerra (nas HQs, digo) é nazista. Todo. Desde o Caveira Vermelha e a Hidra, símbolos do reich, até o ladrão de rua. Por mais reles que seja o inimigo, ele está mancomunado com os alemães. A história muda um pouco após o período de hibernação do Capitão, onde as histórias são mais centradas nos inimigos clássicos, supracitados, e na ligação do herói com seu novo parceiro de combate ao crime e no trauma da perda do anterior, Bucky Barnes, ainda na Segunda Guerra.
A arte é um deleite para quem gosta dos traços mais clássicos e não tão estilizados, obra do gênio Jack Kirby (exceção da última história, desenhada por Jim Steranko). Mesmo gostando dos traços atuais, não tem como não apreciar o traço limpo das histórias clássicas.
Vale também notar o estilo das histórias, que seguem sempre o mesmo padrão, exaustivamente: Herói tranquilo, ameaça, combate, herói com chance única de vitória (foi o que mais incomodou, aliás - em determinada história o Capitão diz umas cinco vezes, em oportunidades diferentes, "essa é minha única chance de derrotar o Caveira Vermelha" - haja paciência), herói salva o dia, fim. Mas é o estilo da época e, se te incomodar demais, essa coleção não é pra você.