A Pós-modernidade parece ter suprimido do inconsciente coletivo da humanidade a noção cíclica da História. A ansiedade para seguir em frente, como se a vida fosse vivida num traçado linear e mecanista, parece ser a regra básica desta época. O desdém pelo passado é outro fator preponderante nesta miopia Histórica que parece acometer a sociedade. Em "O Ciclo do Tempo", Simone Boger expõe e desdobra com singular clareza e lucidez, toda abordagem sábia que herdamos da civilização (Índia em particular), que nos legou os Vedas e os Upanishads. O desenvolvimento do seu raciocínio nos conduz através das grandes yugas (eras) da cosmologia védica e nos remete a textos de pensadores ocidentais de diferentes épocas, como Dostoievsky e Ovídio, evidenciando a sincronicidade e a perenidade de certos conceitos universais.