Mesmo com a avaliação do The Washington Post de que "Yalo o filho da guerra" é um dos romances mais inovadores do mundo árabe, eu achei o livro muito cansativo.
Yalo é um jovem que teve uma vida difícil, em meio a guerra na Líbia.Em vários momentos, ele atribui a família o fato dele ser "diferente", já que ele teve um avô que se tornou padre, uma mãe "divorciada" (o pai fugiu para a Suécia e deixou ele e a mãe na Síria) e que era apaixonada por um homem casado.
Yalo se envolve na guerra, vê muitas coisas, torna-se uma pessoa cada vez mais fria. Acaba fugindo para Paris, após roubar o exército em parceria com um colega.
Para sua surpresa o colega o abandona e leva todo o dinheiro, e Yalo passa a ser um mendigo no metrô de Paris..Mas, é salvo por um homem bom que o manda de volta para a Síria..Neste período Yalo torna-se um estuprador, e trai a confiança do homem que o resgatou das ruas de Paris.
A trama do livro está baseada no processo de investigação de todos os crimes que foram cometidos por Yalo. Em determinados momentos, o livro torna-se repetitivo e cansativo...com poucos diálogos.
Além disso, durante os momentos do interrogatório, Yalo relembra o seu passado, e surge a história de outros personagens, tornando a leitura confusa.
Até breve