Em "Problemas na Corte", Lisa Scottoline está de volta com mais um thriller eletrizante, no qual uma advogada jovem, inteligente e bonita corre contra o tempo para descobrir quem planejou o seu assassinato. Tudo começa quando Anne Murphy, a mais nova contratada do escritório de advocacia de Benny Rosato, na Filadélfia, compra o jornal e vê a própria foto estampada na primeira página sob a manchete: advogada assassinada. Oficialmente, ela está morta. E precisa que todos continuem acreditando que morreu. Só assim terá uma chance de revelar a identidade do criminoso e salvar a própria vida.
Problemas na Corte -
Lisa Scottoline
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Ver maisServe mais para um roteiro de filme
"Problemas na Corte" (título original: "Courting Trouble") é o sétimo livro da série Rosato & Associates, escrita por Lisa Scottoline. Embora faça parte de uma série, cada livro apresenta um caso jurídico independente, focando em diferentes advogadas do escritório Rosato & Associates. Portanto, "Problemas na Corte" não é uma sequência direta de outro livro e pode ser lido de forma autônoma. Lisa Scottoline nos traz uma personagem solitária, sem pai conhecido e uma mãe problemática que nunca a cuidou de forma adequada. Uma mulher jovem, linda, inteligente, esperta e muito impulsiva. A história de Anne Murphy não nos atrai de cara, achei que só para o final do livro que a Autora procurou desenvolver sua protagonista e que podemos conhecer um pouco de sua história, motivações e a razão de ser tão impulsiva. Anne é um advogada que está em busca de uma nova vida numa nova empresa de advocacia e uma nova cidade. Saiu da Califórnia para se aventurar na cidade histórica da Filadélfia. Uma mulher sozinha, sem amigos, sem vizinhos e com dificuldades com suas novas colegas de trabalho. Logo no início da história vemos Anne atuando no tribunal com estratégias pouco convencionais e bem engraçadas. De fato, o livro tem muitas situações e atuações cômicas, parece ser muito com um roteiro de filme de comédia melodramática. Anne está em sofrimento íntimo o tempo todo. Fugindo de um passado doloroso, triste e também de um maníaco que a quer morta. No entanto, a sua esperteza e impulsividade a colocam em diversas situações cômicas e perigosas, acredito que dariam muito certo num filme as cenas de um acontecimento à outro. Apenas o final do livro começa a compensar o início fraco do livro. A Autora poderia ter desenvolvido melhor Anne no início dos acontecimentos que disparam os conflitos, isso nos levaria a ter uma maior empatia e ligação com Anne. Anne está em meio a julgamento de uma acusação de assédio moral em defesa do possível assediador, ao mesmo tempo que está correndo risco de vida por um antigo assediador (Kevin Satorno) seu que fugiu da prisão. Ao se preparar para esse julgamento, nas vésperas do feriado de 4 de julho, pede para uma conhecida cuidar do seu gato enquanto ela se retira para o litoral organizar a defesa. Ocorre que essa conhecida é morta nesse meio tempo e todos imaginam que Anne está morta. A conhecida era muito parecida com Anne e morreu com um tiro à queima roupa no rosto. Dessa forma Anne decide investigar o que ocorreu, aproveitando o fato de que todos acreditarem que está morta. É uma trama muito mais policial e investigativa do que thriller de tribunal, pois a história gira em torno da "morte" de Anne. Nessa investigação Anne descobre amizades, família e até um novo amor. A sua "morte" acaba trazendo a vida tudo o que ela não tinha ou imaginava não ter. Essa situação de "morte" perdura até o derradeiro confronto com o seu assediador em que ela resolve encarar o medo de frente e acabar com isso de uma vez por todas. Há um plot twist no fim da história e confesso que não sei se não foi um pouco forçado. Mas gostei do final da história, em especial do crescimento interior de Anne. Eu não gostava de Anne Murphy mas no final da história ela também me conquistou, assim como conquistou tudo que ela mais ansiava.
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