Os Irmãos Karamabloch -

    Arnaldo Bloch

    Companhia das Letras
    2008
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788535913323
    Português Brasileiro

    É difícil imaginar uma saga familiar mais pitoresca e espetacular que a dos Bloch. Em torno do patriarca Joseph, tipógrafo judeu oriundo de uma remota aldeia da Ucrânia, a numerosa família chegou ao Brasil em 1922 praticamente sem nada, depois de enfrentar os horrores da Primeira Guerra, as perseguições do czar e a opressão dos bolcheviques. Aos poucos, a pequena gráfica de Joseph foi transformada por seus filhos - em especial, o caçula Adolpho - num império de comunicações, que começou com a revista Manchete e chegou a incluir, em seus dias de glória, emissoras de rádio e tevê, gráfica, editora de livros e dezenas de publicações periódicas. Essa epopéia familiar é narrada com humor e sensibilidade literária por um descendente do clã, o escritor e jornalista Arnaldo Bloch, neto e xará de um dos "irmãos Karamabloch" (como o escritor Otto Lara Resende chamava os irmãos Bóris, Arnaldo e Adolpho Bloch, numa referência evidente aos atormentados Karamázov de Dostoiévski). Catástrofes pessoais e coletivas, reviravoltas espetaculares, empreendimentos ambiciosos, lutas fratricidas, tudo isso é plasmado numa prosa envolvente, repleta de auto-ironia, e que ocasionalmente dá voz aos próprios protagonistas da epopéia. Os depoimentos destes, e sobretudo os das mulheres mantidas à sombra dos grandes feitos, são transcritos com delicioso sabor coloquial (incluindo o sotaque) pelo autor, que chegou a percorrer o interior da Ucrânia em busca dos locais de origem do clã.

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    Lyara19/10/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    The virgin Roberto Marinho: já nasceu herdeiro, gostava de hipismo, católico tradicional chatão The chad Adolpho Bloch: judeu imigrante que tinha uma nada kosher válvula de porco no coração, começou e terminou a vida quebrado, líder sem filhos de uma família que amava falar bosta, ir no cabaré, jogar no bicho e gastar dinheiro. Ninguém tá certo nessa história, mas o véio da Manchete era definitivamente mais interessante.

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