Finalmente em triângulo, Bucalão, Alfredo e Gogol procuram no nada, na angústia, na ausênsia do super-ego, a liberdade prometida que não se concretiza. Bráulio Pedroso passeia nos sentidos da necessidade com o jogo lúcido das aparências, criando a comédia-trágica do essencial. Tira do povo consciente de sua natureza e reais possibilidades sociais. "Ele é contra o Ser", diz Ada, a empregada. E a consciência da importância do ser levanos de novo a Hamlet que, príncipe, se une à plebe com as mesmas preocupações existenciais. Bráulio atravessa a psicanálise com a ironia dos que assumiram a fatal doença e são íntegros nela. Arrisca a vida e a arte, sem se prender a nenhuma falsa segurança de atitudes. Bráulio, o poeta despedaçado, que assassina a rosa e nega sua unidade: "A rosa não é uma rosa, não é uma rosa, não é uma rosa", parte desesperado à procura do início do início da rosa, do botão de rosa. "Um botão de rosa tem muitos significados, mas fundamentalmente é um botão de rosa." Bráulio, que aceita em si próprio a pecha feminina: "Quando se pula de cama em cama, acaba-se no chão. De corpo e alma." Bráulio Pedroso é sobretudo um artista, um homem que vê antes de mais nada a mulher como ela sonha ser vista. Como amiga.
Uma trilogia fálica -
Bráulio Pedroso
Paz e Terra
1984
208 páginas
6h 56m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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