Até onde vai a ficção? Até onde vai a realidade? Ou ainda: onde termina a realidade e começa o reino maravilhoso e tentador da ficção, da imaginação, da suposição?... Estas perguntas se tornam mais provocativas, quando um livro tão belo e profundo como A lenda de Altazar vem a nossas mãos. De fato em torno do mistério das civilizações desaparecidas ou extintas, muito se pode escrever. Mas e facíl descambar para o superficial, o espetaculoso, facar nas aparências, nas roupagens supostamente históricas. O difícil e conseguir o que este belissimo livro consegue: contar uma história sensivél, humana, encaixando-a com inteligência e lógica num mundo desaparecido há milênios, mas que - paradoxamente - nos parece próximo e vivo. Sim, vivo, pois A lenda de Altazar é uma história majestosa e, ao mesmo tempo, repleta de sentimentos individuais que nos emocionam, que nos tocam, que nos dominam. Realidade e lenda, apogeu e declínio, êxito e fracasso, eras e ciclos da história do universo e de nosso planeta,aqui estão, emocionando-nos e desembocando na verdade que todo grande livro transmite: a grandeza e a infinitude do ser humano. Se você vibra, sente, sofre, se apaixina, este livro tem de ser lido por você.