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    A esquerda que não teme dizer seu nome -

    Vladimir Safatle

    Três Estrelas
    2012
    87 páginas
    2h 54m
    ISBN-13: 9788565339049
    Português Brasileiro
    3.9
    257 avaliações
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    Este livro lança um desafio político de grande envergadura: reafirmar os princípios que orientam historicamente o pensamento da esquerda e também renová-los, a partir das demandas da época. Para o professor de filosofia Vladimir Safatle, nas últimas décadas, a esquerda abriu mão dos fundamentos de sua luta política, acuada pelas críticas feitas à experiências comunistas no século XX, enfraquecida pelas políticas multiculturais e, quando no governo, seduzida pelos confortos do poder e pelas negociações do consenso. O autor propõe, contra a acomodação e o esquecimento, que a esquerda recoloque no debate política tudo aquilo que é "inegociável": a defesa radical do igualitarismo, da soberania popular e do direito à resistência. Opondo-se às políticas multiculturalistas, Safatle postula a necessidade de a esquerda ser "indiferente às diferenças" e retomar o universalismo. "A esquerda que não teme dizer seu nome" é uma leitura urgente para os que buscam a justiça social e não têm medo da política.

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    Doney Corteletti Stinguel25/06/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lista de Livros: A esquerda que não teme dizer seu nome – Vladimir Safatle

    Parte I: “De fato, nenhuma pessoa sensata poderia ser contrária à meritocracia e à recompensa pelo empreendedorismo. No entanto, tais valores apenas encobrem o pior cinismo quando não vêm associados à luta contra a desigualdade de oportunidades e condições. A diversidade de talentos é, muitas vezes, a capa que se usa para acobertar que a diversidade de riquezas é um problema que quebra a possibilidade de desenvolvimento individual por mérito.” * “A esquerda deve meditar um pouco sobre esta afirmação de Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo: “É verdade que há uma guerra de classes, mas é a minha classe que está fazendo a guerra e ganhando”.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/04/a-esquerda-que-nao-teme-dizer-seu-nome.html XXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Por mais óbvio que isso possa parecer, o homem é este ser dividido que, por um lado, é sujeito de um desejo de ruptura, de reconfiguração de sua forma de vida e, por outro, precisa de geladeiras cheias. Anular as geladeiras, ou seja, instaurar a política no solo de uma cruzada contra o “serviço dos bens”, dizer que a república não tem necessidades e simplesmente ignorar o peso dos sistemas particulares de interesse só vai nos fazer perder as condições de realizar nosso desejo de reconfiguração do campo do político e de nossas formas de vida. Afirmar que o indivíduo não é a medida de todas as coisas não significa afirmar que ele não é medida de coisa alguma. Esse é um erro comum que encontramos em certa tradição da esquerda. Até porque vale a pena lembrar que o indivíduo nunca é apenas o indivíduo. Em certos momentos, ele é o ponto de reflexão a partir do qual a vida social se volta contra si mesma. Nesses casos, o sofrimento do individual serve para mostrar os impasses de um conceito abstrato de universal, pois desvela o ponto cego de processos que justificam sua violência servindo-se da perspectiva onisciente da realização da história. O indivíduo sabe que a violência da justificação é a maneira mais segura de tais processos não se realizarem. Talvez este seja o verdadeiro sentido de uma afirmação capital de Lênin: “Comunismo é: todo o poder aos sovietes, mais a eletrificação de todo o país”. Seria o caso de acrescentar a seguinte ideia: com a eletrificação de todo o país, ou seja, com o reconhecimento da necessidade dos indivíduos, é possível que a população acredite nos sovietes; sem isso, os sovietes virarão palavra morta, pois não existe socialismo na miséria. Na miséria, existe apenas miséria.” * Mais em:

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    Vladimir Pinheiro Safatle

    Em suas obras o autor propõe uma releitura da tradição dialética por meio da teoria psicanalítica de Jacques Lacan, além da reformulação de categorias clássicas do pensamento marxista, como fetichismo, crítica e reconhecimento. É um dos responsáveis pela publicação de um importante estudo sobre a ditadura militar e suas ramificações no presente, intitulado: O que resta da ditadura: a exceção brasileira (Boitempo, 2010). Publicou também contribuições à filosofia da música, à crítica da cultura e à teoria psicanalítica. Assinou ainda a introdução à tradução brasileira da obra Bem-vindo ao deserto do real! (Boitempo, 2003), do filósofo esloveno Slavoj Žižek.

    21 Livros
    76 Seguidores

    Vladimir Pinheiro Safatle