Por que há poucas mulheres entre os diplomatas? A indagação, que surgiu a uma então neófita na carreira diplomática brasileira, deu origem ao presente livro, cujo, objetivo é investigar alguns dos determinantes da sub-representação feminina na carreira. O estudo compreendeu a análise dos números sobre a presença feminina no Itamaraty, focalizada nos Concursos de Administração à Carreira Diplomática realizados entre 1993 e 2003, ademais de um trabalho de campo, constituído por entrevistas com 21 funcionárias do MRE. De acordo com os resultados, as inscrições de mulheres nos concursos representam cerca de 40% do total, ao passo que o ingresso de mulheres mantém-se estabilizado em torno dos 20%. As entrevistas confirmam a maior parte das hipóteses levantadas para o baixo interesse feminino pela carreira diplomática no Brasil - e consequente baixo índice de sucesso nos concursos, entre elas: o efeito da imagem masculina projetada sobre a carreira diplomática e a crença de que essa carreira é incompatível com a opção de constituir família, no caso das mulheres. Os resultados avançam para evasão de funcionários e para o desestimulo de novos ingressantes, entre eles, mulheres. As conclusões apontam para a pertinência de um estudo mais aprofundado que envolva, também, diplomatas recém-aprovadas e candidatas não aprovadas, assim como dados institucionais sistematizados envolvendo a questão de gênero no que diz respeito a promoções, por exemplo, a fim de testar definitivamente as hipóteses.
Diplomata. Substantivo comum de dois gêneros. - Um retrato da presença feminina no itamaraty no início do século xxi
Viviane Rios Balbino
Fundação Alexandre de Gusmão
2011
212 páginas
7h 4m
ISBN-13: 9788576313229
Português Brasileiro
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