Heiko Roschke era ainda muito jovem, quase um menino, quando decidiu fugir da Alemanha Oriental, mas acabou sendo pego e levado para uma prisão na Bulgária, onde enfrentou maus-tratos e humilhações. Após mais de 20 anos da queda do Muro de Berlim, a autora apresenta a trajetória real do personagem desde a infância e a juventude vividas num país de regime totalitário, até a sua idade adulta quando já se encontrava do lado ocidental. Não se trata de uma obra política, mas de um drama contemporâneo que ajuda a mostrar que, apesar de tudo, a condição humana resiste e encontra forças para vencer a adversidade e a dor.