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    Sagrada Família -

    Zuenir Ventura

    Objetiva Selo Alfaguara
    2012
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788579621413
    Português Brasileiro
    3.7
    299 avaliações
    Leram466Lendo13Querem317Relendo0Abandonos15Resenhas45
    Favoritos23Desejados317Avaliaram299

    Em seu novo livro, Sagrada Família, Zuenir Ventura entrelaça memória e ficção para compor uma narrativa lírica e cativante sobre os amores que resistem ao tempo e a perda da inocência. Com nostalgia e bom humor, o narrador faz uma viagem ao passado, à ficcional cidade de Florida, para recontar o que viveu em meio a uma numerosa família fluminense. "Este é um livro fortemente inspirado em memórias, mas para não criar problemas familiares com parentes ainda vivos, inventei muita coisa, troquei nomes, romanceei episódios. O que eu queria mesmo era contar uma história que representasse a hipocrisia daquela época", conta Zuenir, sobre sua infância e adolescência vivida em universo "tipicamente Rodrigueano". Com tipos e cenas que, reconhece o autor, lembram de fato personagens das crônicas de Nelson Rodrigues, Zuenir recria, com grande sensibilidade, os anseios e as atribulações de uma família vivendo na região serrana do Rio de Janeiro, dos anos 1940 até um passado não muito distante. Sagrada Família é também uma história cativante sobre a vida interiorana, com as matinês de domingo, o footing na praça nos finais de semana, os flertes. Tudo isso à sombra de um período crucial na História do Brasil às vésperas de entrar na Segunda Guerra, com suas intrigas políticas e passionais, compondo o emocionante retrato de uma época.

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    Resenhas (45)Ver mais
    Renata Cereser Sogi picture
    Renata Cereser Sogi16/01/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Sagrada como toda família

    SAGRADA FAMÍLIA é um livro cativante, bem humorado, gostoso de ler, trazendo a vida interiorana da cidade fictícia de Florida, região serrana do Rio de Janeiro. O narrador, o médico Manuéu (a grafia é esta mesmo!) faz uma viagem ao passado, contando a história de sua numerosa família fluminense, começando por sua bela tia Nonoca, viúva e mãe de duas filhas, Cotinha e Leninha. Além de retratar uma típica família de classe média dos anos 40, o livro reconstrói um período importante e crucial na história de nosso país, com suas intrigas políticas às vésperas de entrar na Segunda Guerra. Como dito pelo próprio escritor, é um livro fortemente inspirado em suas memórias. Inclui o recato e a hipocrisia de uma época, mostrando o que acontecia por trás da fachada do rígido moralismo daqueles tempos. O narrador, como quem se vinga da família, traz revelações surpreendentes ao final, mostrando uma família típica que, embora sagrada, tem seus segredos, desamores e até uma relação incestuosa! É um livro de leitura leve e rápida, com uma história bem contada.

    20 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 299
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas3%
    Zuenir Carlos Ventura profile picture

    Zuenir Carlos Ventura

    Zuenir Carlos Ventura, filho de Antônio José Ventura e Herina de Araújo, nasceu em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba (MG); quando adolescente trabalhou como contínuo no Banco Barra do Piraí, faxineiro do Bar Eldorado, balconista da Camisaria Friburgo, entre outros. Em 1954 mudou-se para o Rio de Janeiro e entrou para a Faculdade Nacional de Filosofia, atual UFRJ, formando-se em 1958 em Letras Neolatinas. No ano de 1955 exerceu o cargo de assistente do filólogo Celso Cunha na disciplina de Língua Portuguesa, na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1956 tornou-se redator de “A História em Notícia”, obra paradidática dirigida por Amaral Netto, que abordava os fatos históricos em linguagem jornalística. No ano de 1957, indicado por um professor da faculdade, consegue uma vaga de arquivista na “Tribuna da Imprensa”. Em 1959 ganha uma bolsa de estudos do governo francês para estudar no Centro de Formação de Jornalistas, em Paris e conjuntamente com os estudos trabalha como correspondente da “Tribuna”, fazendo coberturas históricas, como a passagem de Jango por Paris antes de se tornar Presidente e o encontro de cúpula entre Kennedy e Kruschev, em Viena. Ao retornar ao Brasil conhece Mary Akiersztein, na redação da “Tribuna”, casa-se com ela e passa a trabalhar como editor internacional no “Correio da Manhã”, além de dar aula de Comunicação Verbal na Escola Superior de Desenho Industrial da qual é um dos criadores. No ano de 1964 Mary, grávida e acompanhada pelo marido vai cobrir o Festival de Cannes, enviada pelo “JB”, viagem oportuna, uma vez que ambos estavam sendo procurados pela polícia como “subversivos”. Em Cannes conhecem Glauber Rocha e nasce uma grande amizade. Quando retornam ao Brasil nasce Elisa, sua filha. Em 1965 assume o cargo de chefe de reportagem da revista “O Cruzeiro”; em 1967 torna-se chefe da filial Rio da Revista “Visão”. No ano de 1968 é preso e passa três meses em uma cela com pessoas influentes como Hélio Pellegrino, Ziraldo, Gerardo Mello Mourão e Osvaldo Peralva. Sua mulher e seu irmão também são presos no mesmo dia, porém por menos tempo. Zuenir só sai da prisão devido a influência de Helio Pellegrini que impõe como condição para sua própria liberação a soltura do jornalista, que ocorreu em março de 1969. No mesmo ano lança para a Editora Abril uma sucessão de 12 reportagens intituladas “Os anos 60 – A década que mudou tudo” que mais tarde se transformou em um livro. Em 1975 atua como colaborador no roteiro do documentário “Que país é esse?” de Leon Hirzsman; em 1977 assume o cargo de chefe da sucursal da Revista Veja, época em que se junta a dois outros jornalistas para investigar a morte de Cláudia Lessin Rodrigues, matéria que lhes confere o Prêmio Esso; em 1980 entrevista para a “Veja” o poeta Carlos Drummond de Andrade, após um longo tempo de silêncio deste; Em 1981 assume o cargo de diretor da filial Rio de Janeiro da “Revista Isto É”. Em 1968 se afasta por dez meses do jornal para escrever seu famoso livro: “1968 – O ano que não terminou”, best-seller que se torna mais tarde inspiração para a minissérie da Rede Globo, “Anos Rebeldes”. Em 1989, como repórter especial do JB, vai para o Acre onde fica por mais de um mês investigando o crime do seringueiro Chico Mendes ocorrido em dezembro de 1988, quando retorna edita uma série de reportagens que lhe confere dois prêmios: o Esso de Jornalismo e o Wladimir Herzog de direitos humanos. Em 1983 após as chacinas da Candelária e do Vigário Geral colabora para a criação do Viva Rio, uma organização não governamental dedicada a projetos sociais e campanhas anti-violência; em 1984, após nove meses freqüentando a favela de Vigário Geral, edita um livro contando sua experiência, “Cidade partida, um retrato das causas da violência no Rio” ganhando o Prêmio Jabuti de Reportagem. Em 1988 é surpreendido com um câncer em fase inicial na bexiga, resolve então publicar o livro “Inveja – Mal secreto” no qual conta a sua luta e vitória contra a doença, entre outras coisas. Em 2003, depois de 13 anos volta para o Acre para escrever a última parte de “Chico Mendes – Crime e castigo”, lançado pela Companhia das Letras.

    18 Livros
    100 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Zuenir Carlos Ventura