Tai-Pan - Vol. 2 - vol. 1 e 2

    James Clavell

    Record
    1966
    420 páginas
    14h 0m
    ISBN-10: 8511521240
    Português Brasileiro

    Romance de época, trata da tomada da ilha e formação do porto de Hong Kong pelos ingleses. O herói, Dirk Struan e seu digno anti-herói Tyler Brock, são dois exemplos de determinação, armadores e negociantes ocupam-se tanto com seus como com os interesses economicos da coroa inglesa nesta época (janeiro de 1841). Ambos são duros e experientes homems do mar, proprietários de navios mercantes, ópio principalmente e outras mercadorias da China para o mundo e do mundo para a China, em uma época de mercenários e outros perigos ambos tem barcos bem armados e bem tripulados e no desenrolar do livro tanto se envolvem politicamente como pessoalmente em escaramuças entre China e Inglaterra. A capacidade de reação de Dirk as mais variadas situações, desde envolvimento em guerras, envolvimento com os políticos ingleses e tríades chinesas, que se fazem necessárias a sobrevivência e crescimento da casa nobre, passando por seu respeitoso ódio mortal por seu maior inimigo, Tyler e seu relacionamento com o filho que oriundo da sociedade inglesa choca-se com as posturas de seu pai que entre outras coisas tem como assassino e adúltero até o momento em que descobre que eles são na realidade iguais. O autor morou efetivamente na china por longo período, o que lhe permite dar um realismo impressionante a sociedade chinesa da epoca, que apesar de exclusivista aceita e respeita o Tai-Pan como fantástico ser humano que é. O comportamento de Dirk se adequa a vida de qualquer empresário tal qual uma arte da guerra, com coragem honra e astúcia, ele envolve todos a seu redor de forma a que suas vontades e necessidades sempre prevaleçam de uma forma ou de outra, tanto que seu filho vem a tornar-se o Tai-Pan da casa nobre para continuação da saga. Enfim um livro emocionante que conduz o leitor a participar das suas batalhas navais, políticas e pessoais de tal forma que ao final dos escritos muitos leitores certamentes o lerão mais uma vez; no mínimo!

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    Fabio Shiva25/12/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Em terra de chinês, herói é quem toma banho também

    “Tai-Pan” é o segundo romance da chamada “Saga Asiática” de James Clavell, monumental épico de milhares de páginas que cobre um período de centenas de anos, desde a grandiosa aventura de “Xogum” no Japão de 1600 até o final do século XX. Aqui participamos da fundação de Hong Kong, em 1841. Dezenas de personagens deslizam através das mais de 700 páginas do livro, entre europeus, americanos e chineses, todos girando em torno do confronto entre Dirk Struan, o Tai-Pan (o “número um” entre os mercadores) e seu arqui-inimigo Tyler Brock. A narrativa segue o mesmo estilão de “Xogum”, e encontrei muitas semelhanças entre os protagonistas dos dois livros. Os heróis de Clavell não se distinguem por serem particularmente nobres, e muitas vezes seus atos nos inspiram antipatia. Aos poucos, porém, eles vão conquistando o interesse e por fim a admiração do leitor. O início é bastante abrupto, com as ações ocorrendo de forma aparentemente desordenada. Cheguei a suspeitar de dificuldades de tradução, mas lembro que experimentei um estranhamento parecido ao ler “Xogum”. Depois, ou a narrativa passa a seguir um fluxo mais suave ou é o leitor que se adapta ao ritmo da prosa. Uma característica marcante na obra de Clavell é o impacto sensorial que ele consegue transmitir em suas descrições dos costumes “civilizados” dos ocidentais, em contraste com os hábitos “bárbaros” dos pagãos. Por “civilizado”, entenda-se tomar banho o mínimo possível, uma vez que todos sabem que os banhos são extremamente nocivos à saúde (como se acreditava na época de “Xogum” e “Tai-Pan”). Os heróis, aliás, são os únicos que desafiam os costumes ocidentais e adotam o hábito oriental de tomar banho diariamente. Todos os outros personagens ocidentais de Clavell literalmente fedem! O autor é muito vívido na descrição da porcaria e imundície que as pessoas consideravam parte de uma boa educação. Para mim foi difícil avaliar esse livro, pelas leituras prévias de outras obras do mesmo autor. Gostei de “Tai-Pan”. Mas gostei muito mais de “Xogum”. E muito muito muito mais gostei de “King Rat” (ou “Changi” na versão em português), a primeira e prima obra de James Clavell. (07.02.11)

    2 curtidas

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