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    George Whitefield -

    J. C. Ryle

    Knox Publicações
    0
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
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    As fontes para que se forme uma correta opinião a respeito de um homem como Whitefield são necessariamente muito escassas. Ele não escreveu livros lidos por milhões, de fama universal, como "O Peregrino" de Bunyan. Ele não encabeçou cruzadas contra uma igreja apóstata com o apoio de uma nação e príncipes ao seu lado como Martinho Lutero. Ele não fundou nenhuma denominação, que ligasse suas fé aos seus escritos e preservasse cuidadosamente seus melhores atos e palavras. Há Luteranos e Wesleyanos nos dias presentes, mas não há "Whitefieldanos". Não! O grande evangelista foi um homem simples e sincero, que viveu para uma coisa apenas: pregar a Cristo. Fazendo isso, ele não se importava com mais nada. Os registros a respeito desse homem são amplos e plenos nos céus, não há dúvida, mas são poucos e escassos na terra. (J. C. Ryle) John Wesley não concordava com Whitefield em vários pontos teológicos de não pouca importância. Mas quando pregou seu sermão fúnebre, ele disse: "Temos nós lido ou ouvido de alguma pessoa que tenha chamado tantos milhares, tantas miríades de pecadores ao arrependimento? Acima de tudo, temos nós lido ou ouvido de alguém que tenha sido um instrumento abençoado na condução de tantos pecadores das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus?"

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    Fábio Ribas Wanderley Dantas25/11/2025Resenhou um livro

    George Whitefield

    Quem era aquela criança na cidade de Gloucester, no interior da Inglaterra, que, no quintal de sua casa, gostava de subir num tablado de madeira e, erguendo os braços, levantava o rosto e falava sem parar, se imaginando diante das multidões? Gloucester já estava marcada na história por outros três nomes. O mais conhecido era Tyndale, tradutor da Bíblia para o inglês. Hooper, o mártir, bispo de Gloucester, fora queimado vivo durante o reinado da Rainha Maria. Por fim, o corajoso Miles Smith, também Bispo de Gloucester, havia se recusado, até o dia da sua morte, a entrar na sua catedral, depois que esta começara a fazer concessões romanizantes. Assim, ao verem aquela criança, os habitantes de Gloucester já deveriam suspeitar que sua cidade se preparava para dar ao mundo mais um herói da fé protestante: George Whitefield. A criança cresceu e sua fome e sede de “algo mais” o incomodavam. Na faculdade, começa a participar do “Clube santo”, um grupo de jovens que estudavam a Bíblia, que, entre outros, contava com os irmãos Wesley. Neste momento da sua caminhada, Whitefield faz a sua famosa oração: “Um homem pode frequentar a Igreja, fazer suas orações, receber o Sacramento e, no entanto, não ser cristão... Senhor, se eu não for cristão, se eu não for um cristão autêntico, por amor de Jesus Cristo, mostra-me o que é o cristianismo, para que eu não seja condenado em última instância”. Mas qual a razão de Whiltefield fazer essa oração em meio à Inglaterra cristã? Afirma JC Ryle que “o cristianismo parecia jazido como morto, a ponto de se poder dizer: Está morta”! Analisando aquele triste século e sua liderança religiosa, Ryle diz que os pregadores e teólogos haviam deixado o diabo em paz e nada faziam pelos corações e almas. O clero, segundo Ryle, parecia decidido a conhecer toda mundanidade e imoralidade - exceto a Jesus Cristo e este crucificado. George Whitefield entra no seminário aos 22 anos de idade e, aos 24, diante de uma igreja lotada, prega o seu primeiro sermão, depois do qual o Bispo da cidade recebe a queixa de que a pregação de Whitefield enlouquecera 15 pessoas. O jovem sempre pregava sermões que geravam grande comoção nas igrejas em que passava. “A verdade simples é que um pregador realmente eloquente, extemporâneo, proclamando o evangelho puro com dons incomuns de voz e presença, era, naquela época, uma novidade absoluta em Londres” (JC Ryle). Porém, o ardor missionário no coração de Whitefield logo encontra direção para além do oceano atlântico, quando recebe o convite dos irmãos Wesley para conhecer a Geórgia, na América do Norte, onde cuidaria de um orfanato para os filhos dos colonos. Um ano depois, Whitefield retorna para ser ordenado na Inglaterra. Mas o seu sermão com forte ênfase na regeneração e no novo nascimento fechou-lhe as portas de muitas igrejas. O que o levará para a sua grande característica ministerial e que o marcará na história dali em diante: as pregações ao ar livre. Com as portas da Igreja Anglicana fechadas para ele, Whitefield saiu em busca das pessoas que não iam às igrejas. Em Londres, numa única pregação, ele chegou a ser ouvido por mais de trinta mil pessoas na rua. De cidade em cidade, ele pregou por toda a Inglaterra, Escócia e País de Gales. Durante 31 anos, calcula-se que ele tenha pregado 18 mil vezes. Visitou a Escócia 14 vezes. Cruzou o Atlântico 7 vezes, pregando em Boston, Nova York e Filadélfia. Foi para a Irlanda. Finalmente, um prédio foi construido para que ele pudesse pregar durante o inverno. Ali, ele pregava 13 sermões por semana. Contudo, morreu como missionário em outras terras para além do Atlântico, com apenas 56 anos, no dia 29 de setembro de 1770, em Newbury Port, na América do Norte. Indo para Newbury Port, Whitefield foi convencido a pregar numa região chamada Exeter, sem saber que seria o seu último sermão. Com a saúde muito debilitada, ele orou: “Senhor Jesus, estou cansado em Teu serviço, mas não do Teu serviço. Se ainda não concluí minha carreira, permite que eu fale por Ti mais uma vez nos campos, que eu sele Tua verdade e então volte para casa e morra.” Depois, pregou por duas horas, vindo a falecer naquela noite.

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    John Charles Ryle

    John Charles Ryle (10 de maio de 1816 - 10 de junho de 1900) foi o primeiro Bispo de Liverpool da Igreja da Inglaterra. Ryle nasceu em Macclesfield, e foi educado em Eton e em Christ Church, Oxford. Ele foi um atleta refinado que remava e jogava Cricket pela Oxford, onde ele alcançou um nível de primeira classe em História e Filosofia Greco-Romana tanto antiga quanto moderna e a ele foi oferecido uma comunhão universitária (posição de ensino) que ele declinou. Flho de um rico banqueiro, ele foi destinado para a carreira em política antes de responder ao chamado para o ministério ordenado. Ele foi espiritualmente despertado em 1838 enquanto ouvia a leitura de Efésios 2 na igreja. Ele foi ordenado pelo Bispo Sumner em Winchester em 1842. Depois de sustentar um pastorado em Exbury, Hampshire, ele tornou-se Reitor (Pastor Presidente) da Igreja de São Thomas, Winchester (1843), Reitor da Igreja de Helmingham, Suffolk (1844), Vigário da Igreja de Stradbroke (1861), Cânon Honorário da Igreja de Norwich (1872), e Deão da Igreja de Salisbury (1880). Contudo, antes de ocupar o último ofício, ele foi avançado para a nova sé de Liverpool, onde ele permaneceu até sua resignação, que tomou lugar três meses antes de sua morte em Lowestoft. Sua nomeação para Liverpool foi recomendação do Primeiro-Ministro, que estava deixando a Chefia de Governo, Benjamin Disraeli. Foi em 1880, com 64 anos de idade, ele tornou-se o primeiro bispo de Liverpool. Em sua diocese, ele exerceu um ministério de pregação vigoroso e franco, e foi um fiel pastor em seu clericato, exercendo cuidado particular sobre retiradas de ordenação. Ele formou um fundo de pensão para o clericato de sua diocese e construiu mais de quarenta igrejas. A despeito da crítica, ele aumentou as côngruas do clericato antes de construir uma catedral para sua nova diocese. Ryle combinou sua presença comandante e defesa vigorosa de seus princípios com graciosidade e calor em suas relações pessoais. Muitos trabalhadores e trabalhadoras compareceram às suas reuniões de pregações especiais, e muitos tornaram-se Cristãos. Ryle foi um forte sustentador da Escola evangélica e um crítico do Ritualismo. Ele tornou-se um líder da Ala Evangélica na Igreja da Inglaterra e foi notório por seus ensaios doutrinários e seus escritos polêmicos. Inteiramente evangélico em sua doutrina e intransigente em seus princípios, J.C. Ryle foi um escritor prolífico, um vigoroso pregador e um pastor fiel. Entre suas obras mais longas são Christian Leaders of the Eighteenth Century (1869), Expository Thoughts on the Gospels (7 vols, 1856-69), Principles for Churchmen (1884). Ele se retirou em 1900 aos 83 anos e morreu depois no mesmo ano. Ele está enterrado na Igreja de Todos os Santos, em Childwall, Liverpool. Seu segundo filho, Herbert Edward Ryle também foi um Bispo.

    39 Livros
    58 Seguidores
    Cheshire, Inglaterra

    John Charles Ryle