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    A Casa que amei - Da Autora de A Chave de Sarah

    Tatiana de Rosnay

    Suma de Letras
    2012
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788581050836
    Português Brasileiro
    3.7
    132 avaliações
    Leram181Lendo9Querem269Relendo0Abandonos9Resenhas17
    Favoritos7Desejados269Avaliaram132

    Paris, 1860. Centenas de casas estão sendo demolidas e bairros inteiros reduzidos a pó. Por ordem do imperador Napoleão III, o Barão de Haussmann dá início a uma série de renovações que alteram para sempre a cara da antiga capital. As reformas apagam a história de gerações, mas, em meio ao tumulto, uma mulher resiste. Rose Bazelet é uma viúva parisiense há anos de luto pela morte do marido. Mesmo assim, mantém uma vida movimentada com amigos e uma rotina que a satisfaz. Quando sua casa é posta na linha de destruição pela modernização parisiense, ela se desespera e não se conforma. Ela está determinada a lutar até as últimas consequências contra a derrubada de sua casa, que guarda tantas lembranças de sua família. Enquanto outros moradores fogem, Rose se recusa a sair e inventa histórias para despistar os amigos, se escondendo no porão da casa. Sua única companhia é Gilbert, um maltrapilho que a visita e lhe traz comida. Numa tentativa de superar a solidão do dia a dia, ela começa a escrever cartas a Armand, seu marido já falecido. À medida que mergulha nas lembranças, em meio às ruínas, Rose é obrigada a enfrentar um segredo que esconde há trinta anos. Conforme o dia da demolição se aproxima, seus relatos ficam mais comoventes e surpreendentes. Enquanto enfrenta o passado, ela também tem que lidar com os sentimentos conflitantes que nutre pelos filhos. Com Violette, sua filha mais velha, tem um relacionamento distante. Baptiste, por outro lado, é um filho que ama intensamente, mas que lhe deixou feridas difíceis de serem superadas. Tatiana de Rosnay pinta em A casa que amei um vívido quadro da Paris de 1860, dando movimento às ruas, às casas e aos moradores. E, através de cada carta escrita por Rose, constrói uma protagonista incrivelmente forte que se recusa a abrir mão do último elo que a une à sua família. É a história da força inabalável de uma mulher e uma ode a Paris, onde as casas abrigam não apenas os sentimentos de seus moradores, mas também segredos guardados a sete chaves.

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    Janaína Edwiges   picture
    Janaína Edwiges 13/01/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A casa que amei

    "Sei que trazer o passado de volta nunca é um processo pacífico, remexemos em arrependimentos e sentimentos confusos. No entanto, o passado é tudo que me restou. Estou sozinha agora, meu amor". Quantas histórias guarda uma casa? Quantas lembranças, memórias e sentimentos ela consegue preservar? Para Rose Bazelet, uma viúva de quase 60 anos, a casa da rue Childebert era seu refúgio, sua vida, sua história. Ela nunca poderia deixá-la! Quando o projeto de Napoleão III e do barão de Haussmann, entre os anos de 1852 e 1870, de reforma urbana e modernização de Paris, finalmente atinge sua casa, Rose se desespera! Centenas de casas estão sendo demolidas e seus proprietários recebendo ordens de expropriação. Mas Rose irá resistir! Esta é uma história de extrema sensibilidade, carregada de nostalgia, saudades, alegrias e tristezas. A narrativa é elaborada através dos escritos de Rose para seu falecido marido, Armand, o que nos permite conhecer mais sobre sua trajetória, casamento, filhos e familiares. Descobrimos como Rose enfrentou a morte do seu grande amor e sobre seus amigos e moradores da vizinhança. Conhecemos Mariette e Germaine, que a ajudavam em casa; Alexandrine, a florista; monsieur Zamaretti, o livreiro; monsieur Helder, dono do restaurante; doutor Nonant; madame Paccard, proprietária do Hotel Belfort; Louise, a baronesa de Vress, entre outros amigos que faziam parte do seu cotidiano. E a medida que se aproxima o dia da demolição de sua casa, os registros de Rose se tornam uma espécie de diário, revelando segredos guardados pela casa, que ela não contara a ninguém. A casa que amei é uma leitura bela, que te faz pensar nos lugares que você chamou de lar e refletir sobre o que Armand acreditava: “as casas têm alma, coração, elas vivem e respiram”.

    7 curtidas

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    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas1%
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    Tatiana de Rosnay

    Tatiana de Rosnay nasceu em 28 de Setembro de 1961, nos subúrbios de Paris. Tem descendência inglesa, francesa e russa. Seu pai é o cientista Joël de Rosnay, e seu avô foi o pintor Gaëtan de Rosnay. Sua avó paterna foi a atriz russa Natalia Rachewskïa, diretora do Leningrad Pushkin Theatre de 1925 até 1949. Desde 1992 ela vêm publicando seus títulos, e em 2006 publicou o seu mais famoso, Sarah's Key, que ganhou uma adaptação cinematográfica em 2009 por Serge Joncour.

    20 Livros
    51 Seguidores

    Tatiana de Rosnay