Tudo começou com Leandro Gomes de Barros, um homem prodigioso que criou muito mais do que simples obras literárias. Ele foi além, criando também uma forma própria de escrever, compor, imprimir, divulgar e distribuir essas obras. Inventou todo um sistema literário que preencheu as necessidades das comunidades isoladas e iletradas dos sertões nordestinos: a literatura de cordel. Este livro procura mostrar um tipo específico de "folheto de cordel", o assim chamado "folheto de propaganda". No mundo de mercado em que vivemos hoje, como se dá a junção dessa arte tradicional - a poesia popular impressa, chamada "o cordel" - com a atividade desenvolvida nas agências, pelos publicitários? Quais as tensões que poderiam existir entre essas duas atividades? Tais questões norteiam este livro, onde a autora promove um resgate do surgimento de um dos maiores patrimônios brasileiros e sua relação com a publicidade de empresas, políticos, marcas e campanhas educativas. O texto de Clotilde Tavares nos leva a uma instrutiva viagem que começa em 1865 e continua até os dias de hoje.

