Sai da Frente! - A Vida e a Obra de Mazzoropi

    Marcela Batista de Matos

    Desiderata
    2010
    300 páginas
    10h 0m
    ISBN-13: 9788599070901
    Português Brasileiro

    Entre as décadas de 1950 e 1980, o nome de Mazzaropi ecoava pelos quatro cantos do Brasil. O comediante protagonizou nada menos do que 32 películas, lançando praticamente um filme por ano. Antes disso, trabalhou no circo, no teatro, no rádio e na televisão. Movido pelo desejo de expandir a indústria da sétima arte no país, montou a PAM Filmes, responsável pela estréia no telão de artistas do calibre de Tarcísio Meira e Luiz Gustavo. Atacado pela crítica e pela imprensa, Mazza lotava as salas de cinema com suas comédias sobre o universo caipira. Mais do que um relato histórico, este livro conta a trajetória de um garoto pobre que decidiu tentar a sorte e correr atrás de seus sonhos. Como resultado, tornou-se uma celebridade, um extraordinário homem de negócios e um dos artistas mais bem-sucedidos da história do cinema brasileiro.

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    Patrick Tulher02/05/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A dor da saudade, quem é que não tem?

    Eram muito felizes os domingos em que eu ia com a minha nona, quando criança, à locadora perto de casa para alugar os filmes do Mazzaropi. A locadora os dispunha em VHS, o que trazia um charme sem igual para a ocasião. E como eu ria dos seus filmes, em sessões sempre regadas de pipoca e doce de abóbora. Eu sei que de alguma forma, ter acesso à obra do Mazza e ao aspecto peculiar das suas personagens me fizeram me aproximar mais desse elo familiar, e de toda a cultura popular. Os trejeitos e linguajares simples, a naturalidade do humor, são características que eu incorporei em minha pessoa e que eu não posso jamais deixar de as ter. "Sai da Frente!" não é apenas uma biografia de um dos maiores cineastas que o Brasil já possuiu, mas é também uma ode ao seu trabalho, pois deixa clara a importância e influência que ele teve sobre toda uma geração de artistas, dando voz à uma camada da população antes ofuscada pela arte acadêmica elitista. Seus parágrafos abordam a totalidade da vida do Amácio, desde a chegada de seus antepassados ao Brasil, até seu falecimento, riquíssimo em detalhes (de verdade!) e de imagens, indispensáveis para uma melhor compreensão de sua história. Minha nona faleceu há dez anos, e um dos rituais que eu sigo para manter viva sua memória é a de continuar assistindo aos filmes do Mazzaropi, rindo tanto como na primeira vez, imaginando ela ao meu lado. Como cantava o próprio em seus filmes..."A dor da saudade, quem é que não tem?".

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