Ultimamente, tenho lido muita coisa bacana. Livros que, se não fosse por indicação e/ou achar em promoção e resolver arriscar, provavelmente nunca conheceria. No caso do Brian Freeman, tenho um amiga que o elogia bastante e sempre fala sobre ele não ter papas na língua pra contar uma história. Não precisei de incentivo maior; adoro quando um autor não tem medo de escrever. Infelizmente, não há livros dele traduzidos pra cá (alô, editoras!); eu decidi ler no original, enquanto minha amiga segue a série em PT-PT mesmo (e ela diz que dá pra ler numa boa).
Pois é, é uma série. Confesso que fico meio assim, desconfiada, quando vejo uma série. São tantos autores que tentam esticar histórias só pra vender mais livros que, em alguns casos, eu tenho preguiça até de começar o primeiro livro. Mas não foquei nisso com esse livro. Comprei, coloquei na estante e esperei ele me chamar.
Que foi? Seus livros não chamam quando querem ser lidos? Jura?
Mas voltando... Eu estava com um livro separado pra levar pro serviço, mas olhei pra esse livro, ele olhou pra mim, me chamou e eu tive que começar a lê-lo. Como nunca tinha lido nada do autor antes, a primeira coisa foi me acostumar com a narrativa (e com o inglês!). Freeman não chega a ser um Jonathan Kellerman em descrições, mas chega perto. Levei um tempo até entrar no ritmo, mas também, quando entrei, a leitura fluiu. E nossa, como fluiu, porque a história é instigante. Há reviravoltas, pistas falsas, insinuações, até você não saber quem mais está dizendo a verdade ou o que está acontecendo, de fato. Eu desconfiei de uma pessoa do começo ao final do livro, mas errei feio. Nada é o que parece. OK, uma das coisas realmente parece o que é e eu já tinha lido algo parecido em outra história, mas só parei pra pensar na metade, quando o autor joga na sua cara a informação.
A história é dividida em partes (quatro, se não me engano) e em cada uma delas, passa um tempo. Ou seja, é um mistério que não é resolvido em um mês. (Nada contra histórias com mistérios resolvidos em menos tempo!) Quando cheguei na última parte, já era sexta-feira (na vida real, gente). Normalmente, quando leio no serviço, deixo o livro lá e retomo a leitura na segunda-feira. Mas não consegui esperar até segunda. Eu tinha que saber o que estava acontecendo e qual o desfecho. Na sexta mesmo, saí da internet e fui terminar. Que desfecho! Não me decepcionou. Em parte, era o que eu esperava, mas o que aconteceu num geral, creio que nunca imaginaria. Me surpreendeu mesmo a reviravolta.
Só não virou favoritinho porque tem uma parte que eu realmente não gostei: o parceiro da Serena (Cordy?) e a stripper (Lavender?). Sinceramente? Eu poderia ter passado sem eles. O autor poderia ter dado as informações que precisava sem a cena dos dois. Mas 5 estrelas já mostra o quanto eu gostei.
E por último, a capa: eu reparo e escolho sim, por capas, mas infelizmente, o preço é o que prevalece quando compro livros. Essa amarelona, é a americana. A versão inglesa do e-book é linda e minha favorita. Mostra a ponta de uma faca suja de sangue e várias gotas espalhadas. E faz sentido, hein.