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    Neopragmatismo, Escola de Frankfurt e Marxismo -

    Paulo Ghiraldelli

    DP&A
    2001
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 8574901121
    Português Brasileiro
    5
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    Este é um livro de filosofia. Traz de maneira didática os pontos centrais e os principais problemas da filosofia dentro de dois temas importantes, a subjetividade e as teorias de verdade, tomando-os no campo do marxismo, da filosofia dos frankfurtianos e do debate pragmatista atual. É ao mesmo tempo um livro de filosofia da educação - ou, mais precisamente, um livro de educação - e de pedagogia. O autor explica como os principais problemas da filosofia se articulam com os projetos pedagógicos modernos e, digamos, pós-modernos. O autor mostra em detalhes a sua filosofia da educação atual, em um movimento no qual ele fala claramente ao leitor sobre Herbart, Dewey, Paulo Freire, Adorno, Horkheimer, Habermas e, em especial, sobre os filósofos do pragmatismo vigente, como Donald Davidson e Richard Rorty. É a partir da literatura filosófica neopragmatista que o autor traça um quadro mais plausível de um problema intelectual com o qual a velha Escola de Frankfurt nunca conseguiu lidar de modo razoável: se não confiamos mais no "sujeito moderno", se não nos consideramos mais como indivíduos (que é a expressão da filosofia social para a idéia de sujeito moderno), o que devemos colocar no lugar? Que nova descrição das relações entre "nós" e o "mundo" poderia ser assumida, sem deixar de respeitar essa naturalização inevitável de toda e qualquer descrição filosófica que os nossos tempos, a época pós-metafísica, nos vinham solicitando? Para o autor, o neopragmatismo - leia-se Richard Rorty - nunca quis uma reconstrução do sujeito para encontrar nele, ou ao redor dele, um ponto arquimediano metafísico; nunca alimentou um possível desejo oculto de reconstrução do sujeito.

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    Paulo Ghiraldelli

    Filho e neto de homens de letras, ele adotou a vida intelectual muito jovem, trabalhando em jornais e, depois, em escolas de todo tipo e lugar. Possui uma definição peculiar sobre a função da filosofia que, segundo Ghiraldelli, é a desbanalização do banal. Cursou mestrado e doutorado em filosofia e história da educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No final dos anos noventa, desencantado com a vida universitária brasileira, que segundo ele estava cada vez mais restrita e pouco criativa, e extremamente desgostoso com alguns colegas desse meio, o filósofo deixou o país a partir de um convite para ser pesquisador na Nova Zelândia e, depois, nos Estados Unidos. Tornou-se editor no exterior. Ampliou o círculo de amizades e de relações intelectuais que propiciaram criar um canal de publicações sobre o pragmatismo no Brasil, bem como levar a nossa filosofia e a nossa filosofia da educação para lugares onde praticamente desconheciam o Brasil.

    50 Livros
    25 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Paulo Ghiraldelli