A contradição entre o Noel privado, entretido com atores e soldados, e o Coward público, preocupado com a moral inglesa, é constante ao longo do livro, escrito por Philip Hoare com base em diários, cartas e peças inéditas e entrevistas com contemporâneos. A partir desse material o autor reconstruiu a carreira de Coward, seus amores, a fama meteórica e o trabalho como agente secreto inglês durante a Segunda Guerra. Também resgatou sua infância pobre num subúrbio de Londres, origem que o fez invejar amigos como Laurence Olivier, Michael Redgrave e John Gielguld — todos integrantes da aristocracia britânica — e desejar o mesmo prestígio, que só conseguiu em 1970, três anos antes da sua morte, ao ser condecorado Sir num cerimônia em Buckingham.