Rapunzel e outros poemas da infância -

    Jairo Cézar

    Forma
    2012
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9788598486833
    Português Brasileiro
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    Jairo Cézar11/07/2012Resenhou um livro
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    Opiniões sobre o Rapunzel e outros poemas da infância

    Aos pequenos *Fábio Vieira Conheci Jairo quando cursava a graduação em Letras na UFPB, lá pelos anos de 2002. Jairo já era professor de língua inglesa, mostrava-se sempre atuante e apaixonado por poesia, falava com entusiasmo da cidade de Sapé e dos projetos em torno da obra de Augusto dos Anjos. Depois soube de sua atuação como ativista cultural e de sua competência como diretor do Memorial Augusto dos Anjos, cujas atividades tive oportunidade de conhecer. Foi com emoção que visitei a Casa de Guilhermina e o pé de tamarindo, junto a um animado grupo de estudantes de Letras da UEPB, campus de Guarabira. Em 2009, depois de ser selecionado no projeto “Novos Escritos”, publica seu primeiro livro: Escritos no ônibus. Coletânea de poemas que traz entre outros o belo “Sonhos de Zé Limeira”. Inquieto, cria o blog “escritos no ônibus”, espaço em que a literatura é festejada e divulgada diariamente. Além disso, Jairo é um dos idealizadores do CAIXA BAIXA, grupo de escritores que vem participando ativamente da cena literária paraibana. Neste segundo livro, Jairo modula sua lira em direção aos pequenos. Não é fácil escrever para crianças sem ceder ao bobo e ao ingênuo. Quando um texto mantém a informação estética, geralmente consegue comunicar além de qualquer faixa etária. Federico García Lorca deixou “Canções para as crianças”, Oscar Wilde O Príncipe Feliz e Outras Histórias. Aqui no Brasil, para ficarmos apenas com a poesia, sem mencionar a grande produção dos últimos anos, temos Cecília Meireles, Vinícius de Moraes, Mário Quintana, Sidônio Muralha, poetas que se dirigiram às crianças sem perder o zelo com as especificidades da linguagem poética. Rapunzel e outros poemas para colorir é um livro para o público infantil enriquecido com as ilustrações do artista plástico, graduado pela UFPB, João Batista Gomes de Souza. São vinte e cinco poemas organizados em torno da forma curta. A escolha é ousada, pois uma peça de poucas palavras requer precisão na captação da imagem, impacto na construção da ideia e articulação intrínseca entre som e sentido. É o mesmo risco de lidarmos com uma categoria extrema a exemplo do epitáfio, do epigrama, e do haicai. Mas se “poesia é risco”, Jairo assume todos nesse palco estreito. Inicia com uma série de poemas que tentam capturar e transformar as narrativas tradicionais da literatura infantil em imagens condensadas. Dessa maneira, desconstrói a mentira de “Pinóquio”, injeta lirismo em “A Bela e a Fera”, projeta a metalinguagem em “O Pequeno Príncipe”, encontra o humor em “Os três porquinhos”, e surpreende até os corações adultos com o fulminante “Cinderela”: “Amor inteiro/ mesmo/ aos / pedaços”. No segundo “momento” do livro há vários textos dedicados aos bichos, cuja sequência dialoga com os poetas Sérgio de Castro Pinto e Águia Mendes. Flagramos outros achados de Jairo, quando capta o silêncio em “Pavão”, ou no lirismo simples de “O Passarinho”, e na repetição sonora dos termos que sugere o voo hesitante da “Borboleta” na página 18. Sim, há irregularidades e trechos em que a poesia se esconde do poema, ou que a plasmação lírica é apenas ameaçada, mas esse é um dos riscos desse artesanato. Nesse jogo de avanços e recuos, o critério não deve recair apenas no campo literário. Tratando-se de um volume feito para interagir com o corpo dos leitores, é evidente que a leitura só se completará no ato de coautoria entre o poema, a estória conhecida e o jogo de cores que será criado entre a ilustração e a imaginação dos miúdos. Ao final, o livro atinge seu brilho máximo na realização de “O sorriso de Beatriz”, poema dedicado à filha do autor. Aqui, Jairo ganha o duelo com a linguagem. O poema assimila um dos preceitos do haicai, quando cria um sentimento abstrato a partir de elementos do cotidiano. A imagem permanece e se expande apoiada na precisão da música criada. E não precisa dizer mais. Receber Rapunzel e outros poemas para colorir é uma alegria que toma conta da gente, e um motivo para continuar acreditando que a vida é possível, e ainda mais quando a poesia sorri numa boca sem dente. Agora é a hora de chamar as crianças para saborear a festa gerada por Jairo, poeta que sabe falar como gente grande a língua dos pequenos. *Fábio Vieira é de João Pessoa, PB, 1971. Ator e oficineiro. Graduado em Letras e pós-graduado em Literatura e Cultura. Autor de Oriente ocidente através: a melofanologopaica poesia de Paulo Leminski (ensaio). No prelo: Augusto de Campos, poeta-músico. ______________________________________________________________________ RAPUNZEL E OUTROS POEMAS DA INFÂNCIA – um pouco da história do autor e do livro. * Por Neide Medeiros Santos A produção literária infantil no Brasil cresce de ano para ano. Como membro votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na Paraíba, constatamos esse crescimento pelo número de livros recebidos das editoras. Se a produção está crescente em termos de livros em prosa para crianças e jovens, o mesmo não se pode dizer quando se trata de poesia. São poucos os livros de poesia que se publica no Brasil para o público infantil. Em 2012, 26 livros para crianças foram agraciados com o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, sem falar nos livros de autores estrangeiros traduzidos e adaptados para crianças, geralmente com o predomínio da prosa. Dentro desse rico universo infantil, apenas cinco livros de poesia infantil receberam a mesma láurea. Alguns autores já consagrados, como Ferreira Gullar, Ricardo Azevedo, Ricardo Cunha Lima, vêm mantendo acesa a chama da poesia publicando livros destinados a esse seleto público – leitores de poesia infantil. Outras vezes, poemas que não foram destinados a crianças aparecem em novas edições com ilustrações que enriquecem o texto, citamos, entre outros – “Berimbau e outros poemas” de Manuel Bandeira e “O prato azul-pombinho”, de Cora Coralina, este último com bonitas ilustrações de Ângela Lago (Ed. Global, 2001). Diante desse quadro um pouco desolador para os poetas, é motivo de regozijo encontrar este livro de Jairo Cézar – “Rapunzel e outros poemas da infância” publicado na Paraíba por uma editora da nossa terra. Parabenizamos os editores Carlos Roberto Oliveira e Juca Pontes que apostaram neste livro e acreditam, como muitos sonhadores, que a poesia modifica o mundo e as pessoas. Feitas essas breves considerações sobre o panorama atual da literatura infantil no Brasil, vamos conhecer um pouco do autor de “Rapunzel”. Jairo nasceu em João Pessoa, mas mudou-se ainda muito pequeno para a terra de Augusto dos Anjos e conviveu desde cedo com a poesia do autor de “Versos Íntimos”. Certamente, foi leitor do EU desde a mais tenra idade. Seu pai, o artista plástico João Batista, homem sensível às Artes, soube incutir no filho o amor às letras e à poesia. Na entrevista concedida à Mariana Fernandes, no jornal “Contraponto”, B-3 (16 a 22 de março de 2012), Jairo confessa que até os 21 anos não tinha escrito nada e foi a entrada na Universidade que lhe despertou o gosto pela literatura. No curso de Letras, começou a conhecer os grandes clássicos literários. Mas foi em uma Feira Literária de Sapé que sentiu, pela primeira vez, a vontade de escrever poemas para o público infantil. Rememoremos o fato. Na Feira Literária de Sapé, uma menina com cerca de 8 a 10 anos, aproximou-se do balcão de exposição de livros e confessou para Jairo que gostava muito de ler, mas não havia livros em sua casa nem tampouco na escola. Esse fato lhe provocou mal estar e resolveu, naquela ocasião, que deveria fazer alguma coisa em prol dessa criança e de outras que não tinham acesso aos livros. Surgiu, assim, o desejo de criar um projeto que procurasse tornar o livro mais próximo da criança e criou o PILE. (Programa de Incentivo à Leitura na Escola) que objetiva promover a prática da leitura no ambiente da escola para todas as pessoas que integram a comunidade escolar – alunos, pais, funcionários. Esse projeto é desenvolvido, de forma mais específica, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Gentil Lins, de Sapé. O segundo motivo para escrever um livro de poesias para crianças se deve ao nascimento de sua primeira filha – Beatriz que, já nasceu com o destino das musas. Vamos, agora, ao encontro do livro. Chamamos a atenção do leitor para o subtítulo – é bem preciso: “e outros poemas da infância,” e não outros poemas para a infância, mas da infância, isso significa que esses poemas integram o universo infantil, são inerentes a esse universo. Com relação ao título “Rapunzel”, não espere o leitor encontrar neste livro contos tradicionais em forma de poesia. Os pequenos poemas apenas intertextualizam com as histórias tradicionais e convidam para um mergulho maior nos contos tradicionais e populares. A história dos três porquinhos, de forma mínima, está sintetizada nesses pequenos versos: Palha, madeira ou tijolo? Onde será que mora o lobo? A história de Pinóquio, que é uma longa narrativa cheia de aventuras e peripécias, vira este poemeto: O menino disse Que a menina ouviu Que de tanto dizer a verdade, O nariz do Pinóquio sumiu! Ao lado do reconto poético, há poemas que falam sobre animais, universo muito próximo da criança. A joaninha que é diminuta até no próprio nome foi assim descrita: A joaninha saiu sem sombrinha, chuva de café na sua roupinha. Ao todo são 25 poemas que levam o pequeno leitor a interagir com o livro, seja através da leitura dos poemas ou interferindo nas ilustrações em preto e branco de João Batista, feitas com o intuito pedagógico para que as crianças possam colorir. As ilustrações coloridas do livro foram feitas por Tônio. Conhecemos o trabalho desse artista plástico no “Correio das Artes”. É um dos bons ilustradores da Paraíba. Algumas ilustrações do livro, apresentadas nos jornais locais, dão a dimensão do traço seguro e do jogo do colorido utilizado por esse mago do pincel. Como leitora e crítica da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, gostamos de ver o livro bem de pertinho, senti-lo, cheirá-lo, olhá-lo detidamente. Examinar capa, contracapa, título, subtítulo, epígrafes, ilustrações, sentir o rendilhado entre texto e contexto, entre o texto e a ilustração. Alguém já disse que o trabalho do crítico é examinar o avesso do bordado. Aquele que fez essa afirmativa em tom de censura merece esse esclarecimento. É pelo avesso que descobrimos se o bordado está bem feito, é pelo avesso que descobrimos o valor literário de um texto. (* Texto apresentado na Livraria Leitura no dia do lançamento do livro “Rapunzel e outros poemas da infância”. João Pessoa, 24 de março de 2012). (* Neide Medeiros Santos é crítica literária da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na Paraíba e mantém uma coluna sobre literatura infantil no jornal “Contraponto”). _ _____________________________________________________________________ Anda menina, vem sem cuidado, livro fechado não manda recado. (Jairo Cezar - É hora de ler In: Rapunzel e outros poemas da infância) Janailson Macêdo - Brasil Fonte: Revista Blecaute É hora de ler”. Essa parece ser a frase que sintetiza o estatuto atual da leitura em nossa sociedade − ao menos a nível de expectativas. Atualmente, uma parcela dos educadores, agentes midiáticos, militantes culturais e gestores públicos vêm chamando a atenção para o papel da leitura na formação de cidadãos criativos e com senso crítico apurado, sobretudo quando incentivados a manter uma relação de proximidade com a leitura desde o início da infância. Essa perspectiva é também defendida pelo poeta Jairo Cezar, autor de Rapunzel e outrospoemas da infância” (Forma editorial, 2012), seja por meio de ações como educador e ativista cultural, seja no interior de sua própria casa, durante o educar cotidiano de sua filha Beatriz, a quem o referido livro é dedicado. No entanto, “Rapunzel...” não é uma obra que visa “apenas” incentivar o hábito da leitura junto ao público infantil − objetivo que em si já poderia ser visto como de grande valor, mas que não seria bem-sucedido se a obra não contasse também com uma qualidade estética apurada (alusiva, nesse caso, ao conjunto poemas/ilustrações). O livro trás (re)leituras poéticas de histórias como “Pinóquio”, “Rapunzel”, “Os três porquinhos”,“O Pequeno Príncipe”, “A Bela e a Fera”, “Peter Pan”... e de episódios vividos por outros seres, que por vezes adquirem um significado mágico no universo infantil, como as joaninhas, girafas e as borboletas. Conta ainda com belas ilustrações que ambientam as poesias ou permitem aos leitores − na segunda parte da obra – divertir-se enquanto colorem imagens vinculadas aos poemas que acabaram de ler. É desses livros que permitem, aos nossos pequenos, ter “em mãos” um objeto que possibilite que suas mentes sejam regadas, ainda mais, com a fantasia, dando-lhes mais um momento, entre uma e outra descoberta diária, de inserção do maravilhoso em seu cotidiano. “Rapunzel...” é, além disso, do tipo de obra que um pai compra para presentear o filho, mas acaba, ele mesmo, parado, a folhear as páginas, ver e rever as ilustrações ou rememorar as obras a que teve contato em sua própria infância... Em síntese, com seu “Rapunzel...”, Jairo Cezar estreia na literatura infantil mostrando que o gênero – e, em especial como ele o produz − não se constitui como uma literatura menor. Estreia trazendo muitas expectativas para os seus leitores e tentando mostrar, em consonância com o atual contexto sócio-cultural vivido por nosso país, que não!, “livro fechado não manda recado”. ______________________________________________________________________ “Sabe né, que minha opinião é de mera leitora, leiga sobre formas estéticas, métricas e etc. Eu simplesmente adorei. É simples, ingênuo até, mas não é nada bobo ou rasteiro. Seu texto me inspirou as cenas mais lúdicas que tive nos últimos tempos... Nossa amigão, você acertou bem na mosca penetra! rsrs Não vou cansá-lo descrevendo como as imagens que você me provocou se misturaram tão facilmente com lembranças da minha infância, por que essas coisas não se explicam, né? Simplesmente adorei. “ Bia Kelly – Jornalista ______________________________________________________________________ Bom, com relação à obra propriamente dita, ela se trata de uma completa peça artística. O livro, antes de qualquer coisa, se faz degustar pelos olhos, encantando não apenas leitores mirins, como também os adultos (eu que o diga!!!). Poucas vezes tive em mãos um material tão encantador produzido aqui no nosso estado. Com relação aos poemas, como não poderia deixar de ser, há uma visível qualidade literária. Poeta hábil, você soube unir a simplicidade típica do universo infantil ao singular olhar transfigurador, marca indispensável àquele que pretende adentrar o universo da arte. Certamente, um grande livro! Abraços. Weslley Barbosa - Escritor ______________________________________________________________________ “gostei muito! quero o exemplar do meu filho. o poema o sorriso de beatriz é das flores + bonitas q já vi e li na vida. saio do seu livro um cara melhor. quero espaço no lançamento para q o meu filho leia um dos poemas. " Fábio Cardoso – Poeta ______________________________________________________________________ “"jairo, meu amigo: li seu livro embevecido. que maravilha! é de uma poeticidade para além de qualquer suspeita. quem dera que toda poesia endereçada à criança tivesse a inteligência e a sutileza que seu texto tão soberbamente suporta. genial!" abraços: a. mendes Águia Aguia Mendes - Poeta ______________________________________________________________________ “Neste "Rapunzel", Jairo Cézar corrobora o preceito de outro poeta, Fernando Mendes Vianna, segundo o qual "A poesia é a infância amadurecida". Com efeito, os poemas que ele reuniu nesse livro se destinam às crianças, mas às crianças de todas as idades, pois, afinal, "o menino é o pai do homem". Meus parabéns ao poeta-menino-homem.” Sérgio De Castro Pinto - Poeta ______________________________________________________________________ "muito bom o seu livro! Você é um poeta, verdadeiramente. Toma o universo de personagens infantis e inventa situações poéticas originais para eles. Alinha ainda uma série de animais e vai tecendo imagens e inventos bastante criativos em torno deles (os poemas do passarinho e da mosca são extraordinários!). E sempre em poemas curtos, compactos, musicais. São poemas-cápsulas, verdadeiros comprimidos poéticos. Cada palavra na medida exata, cada rima. E isto é operação com a linguagem, é zelo extremo com a palavra. Enfim, é a poesia verdadeira. Parabéns pelo livro! O Julio, meu filho, e incentivado pelo pai, certamente o lerá." Rinaldo de Fernandes - Escritor ______________________________________________________________________ “Jairo, devo dizer que a-do-rei com todas as forças com que se pode adorar um projeto! Mesmo. Cada poema é uma pequena epifania! As gravuras também ficaram ótimas! Tenho certeza que este teu projeto ainda tem um longo caminho a percorrer na alminha santificada de inúmeras crianças. Te desejo muita sorte com ele. No mais, tenha certeza: lerei este livro para os meus filhos, falarei dele para os filhos dos meus amigos. Parabéns!" Roberto Denser - Escritor ______________________________________________________________________ ‎ "Recebi seu maravilhoso livro de poemas, belissimamente ilustrado. Os poemas são insigths incríveis!!! Parabéns. Reproduzo dois poemas que amei: O GATO Engraçado: no escuro, o olho do gato tira retrato. O PASSARINHO Se eu fosse um passarinho, teus olhos seriam meu ninho. in Rapunzel e outros poemas da infância, ed. Forma, ilustrações Tônio" Roseana Murray - Escritora ______________________________________________________________________ A lucidez lúdica de Jairo Cezar É lúdico. E infantil. O infantil aqui no sentido de lúdico, acima de tudo. O fato é que “Rapunzel”, livro de poemas de Jairo Cezar, surpreende por conseguir tornar a poesia uma gostosa brincadeira capaz de transformar adultos em crianças e fazer com que crianças aprendam a magia que se esconde por trás da força das palavras. Jairo surpreende justamente por saber brincar com as palavras. Não uma brincadeira tosca, gratuita, de jogar a rima no papel como se for a fácil enganar o leitor-criança. Não. A brincadeira de Jairo é séria. Uma brincadeira com a linguagem, ao mesmo tempo sem abrir mão do colorido dos contos de fadas infantis. Isso pode ser percebido no poema “Pinóquio”: O menino disse, Que a menina ouviu, Que de tanto dizer a verdade O nariz do Pinóquio sumiu! Ou em “Peter Pan”: O relógio na Terra do Nunca nunca adianta, Vive parado a contar crianças. São dois poemas que servem para ilustrar o domínio técnico de Jairo na construção de seus versos. Mais do que domínio técnico, a preocupação em passar uma mensagem quase sempre inusitada para os leitores do poema. Jairo insere-se, assim, na boa tradição lírica desse segmento, ainda pouco explorado pelos autores contemporâneos, mas tão reverenciados por crianças do mundo inteiro. Linaldo Guedes - Poeta

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