Nathan teve um caso tórrido com Ana, mas se separou, pois ela é filha de um dos maiores competidores da empresa, ele simplesmente viu que ficar com a mocinha não ia ser bom para o seu futuro na firma e deu um pé na coitada. Quer dizer, coitada em termos, pois ela é bem resolvida e não ficou chorando pitangas pelos cantos, aliás nem dava, pois logo depois da separação ela descobriu que estava grávida e resolveu cuidar da própria vida. E ela não se escondeu não! Ficou andando para lá e para cá, desfilando o barrigão, e o mocinho nem desconfiou de nada.
Ele só descobre a respeito do filho quando o bebê já tinha nove meses, em uma festa na casa de amigos, e vendo o menino bem de perto, cai a ficha! Finalmente!
Bem, como todo bom mocinho ele resolve que quer o filho, mas nos termos dele, pois assumir mãe e o filho pode prejudicá-lo na empresa. Então ele resolve fazer um test-drive escondido e ver se ele gosta desse negócio de ser pai, se não gostar é só virar as costas e ir embora e ninguém vai ficar sabendo.
Depois que eu xingo essas mocinhas tapadas e ameaço chamar o Conselho Tutelar, dizem que eu estou exagerando, mas me diz se isso não é motivo pra denunciar o pai, a mãe e o resto da família? Gente, nunca vi ninguém fazer test-drive de filho! No mínimo essas autoras estão sendo muito criativas e no máximo estão precisando de uma boa terapia freudiana, por que isso aí é trauma de infância!
Bom, mas o livro até que é interessante, e eu gostei da interação de pai e filho e a mocinha apesar de ser meio tapadinha, é caidinha pelo Nathan e não fica fazendo doce, ela sabe o que quer e vai atrás. Até seria uma boa recomendação para o Dia dos Pais se a assistência social deixar.
Resenha no Romances in Pink:
http://www.romancesinpink.com.br/2012/08/um-caso-proibido-michelle-celmer.html